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Gamereactor Análises Kaze and the Wild Masks
Análises Kaze and the Wild Masks

Kaze and the Wild Masks

Não precisa de ir mais longe se procura uma alternativa a Donkey Kong Country.
Kieran Harris 15 Abril 2021

Quando a Retro Studios assumiu as rédeas de Donkey Kong no início de 2010, apresentou-nos dois jogos de grande qualidade na Wii e na Wii U: Returns e Tropical Freeze, respetivamente. Foi um regresso pojante da série, mas que se ficou por aí, já que excluindo o remaster de Topical Freeze para Switch, não tivemos um novo Donkey Kong desde 2014. Ora, enquanto esperamos pelo regresso da série, apresentamos-lhe esta alternativa da Vox Game Studio, um novo jogo de plataformas com jogabilidade 2D que tem algumas ideias originais bastante interessantes.

Kaze and the Wild Masks permanece fiel a vários clássicos do género, incluindo no facto da ser história ser praticamente secundária. No início do jogo o companheiro de Kaze, o coelho Hogo, é sugado para dentro de um anel vermelho brilhante, e cabe ao jogador aventurar-se por uma região conhecida como Ilhas de Cristal para resgatá-lo e acabar com uma misteriosa maldição. É uma história muito simples com sequências narrativa escassas, mas suficientes para darem grande personalidade às personagens e mostrarem o encantador estilo de desenho animado do jogo.

A jogabilidade funciona em 2D, e apresenta-se como híbrido entre os jogos Rayman mais recentes e a série Donkey Kong Country. Mais uma vez, é tudo muito simples e direto, com o objetivo tradicional de avançar pelo lado direito do ecrã até chegar ao fim do nível. Kaze pode destruir inimigos, girar as suas orelhas como uma hélice para pairar, e pode herdar novas habilidades usando máscaras de vários animais. Pelo caminho terá de atravessar inúmeros perigos ambientais, que só conseguirá ultrapassar com a ajuda dessas máscaras.

Os mais de 30 níveis presentes ganham vida com uma linda arte pixelizada e colorida, que se aplica às personagens e aos cenários. Mas algo que gostámos particularmente foi da variedade dos níveis. Existem vários temas, como em tantos outros jogos do género, mas onde Kaze and the Wild Masks se distingue, é na forma como apresenta vários temas dentro do próprio nível. Por exemplo, algo como Super Mario normalmente só tem um tema por nível, como neve ou deserto, mas em Kaze pode encontrar diferentes temas dentro do mesmo nível, o que aumenta a imprevisibilidade de cada cenário que irá atravessar. Além de serem variados, os níveis também beneficiam de um ritmo bastante equilibrado, e ainda existem os inimigos, que são vegetais que ganharam vida e que têm as suas próprias personalidades excêntricas.

Como referimos em cima, Kaze terá acesso a máscaras de vários animais, como tubarão, águia, e lagarto, que além de mudarem o aspeto da personagem, garantem-lhe novas habilidades. Será capaz de correr ainda mais rápido, voar um pouco pelo ar, e navegar certos corpos de água. A questão é que as habilidades das máscaras são temporárias, e só as pode ativar nos sítios em que são necessárias.

Apreciamos a variedade que as máscaras acrescentam à jogabilidade, mas nem todas são realmente positivas. A máscara do lagarto, por exemplo, causou-nos grandes momentos de frustração, já que transforma o jogo numa espécie de Runner em que não dá para parar. Aqui, o jogo assume uma estrutura de tentativa-e-erro, onde é necessário memorizar o cenário, mas não somos fãs dessas secções. Os controlos de algumas máscaras também funcionam melhores que outros, o que causa algum desequilíbrio em termos de diversão.

Como tantos outros jogos de plataforma, Kaze também uma riqueza de colecionáveis ​​brilhantes espalhados pelos níveis, e as recompensas por colecioná-los são significativas. Pode desbloquear níveis inteiramente novos em cada mundo, completando os desafios contidos em duas salas de bônus em cada cenário. Também existem artes conceituais que podem ser desbloqueadas ao recolher 100 joias roxas (o principal colecionável do jogo) e todas as letras colocadas que soletram o nome de Kaze. Além de tudo isso também existem as provas de tempo ao estilo de Crash Bandicoot, para quem quiser um desafio ainda mais duro.

Kaze and the Wild Masks é um jogo de plataformas excecional que certamente irá satisfazer quem anseia por um novo Donkey Country. A dificuldade por vezes pode ser um pouco frustrante, mas os níveis são variados, a jogabilidade tem excelente ritmo, e as habilidades das máscaras ajudam a manter o jogo variado. Não temos problemas em recomendar Kaze and the Wild Masks a quem procura um bom jogo de plataformas dentro do género 2D.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Visualmente é uma delícia. Níveis variados e com bom ritmo. As máscaras acrescentam sempre algo novo à jogabilidade.
Contras Por vezes pode ser um pouco frustrante e difícil.
Nota da rede Média de 3 edições da Gamereactor
8,3 amplitude 8–9
Gamereactor 8
Gamereactor Sverige 9
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 1.880 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 3 edições
Dados do jogo
Produtora Vox Game Studio
Editora Soedesco
Género Platform
Plataformas
PC Nintendo Switch Stadia Xbox One Xbox Series X PS4
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