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Gamereactor Análises Blue Fire
Análises Blue Fire

Blue Fire

Estivemos ocupados a apurar as nossas capacidades ninja com este jogo de plataformas.
Jack Oxford 23 Fevereiro 2021

Aprecia jogos indie de plataformas como Hollow Knights, mas também clássicos do género 3D como Super Mario 64? Então este Blue Fire é provavelmente algo bem ao seu estilo. É um jogo com muitas influências claras, desde as que referimos em cima, a outros nomes como Metroid e The Legend of Zelda, mas apesar de deixar as suas inspirações bem à mostra, Blue Fire é também um jogo que se consegue destacar por mérito próprio.

Em Blue Fire vai explorar as ruínas do reino de Penumbra, tentando dominar combate e movimento conforme atravessa uma boa dose de ambientes diferente. É um jogo com controlos muito apurados, que funcionaram tão bem nos Joy-Cons da Switch, como no comando do nosso PC, e até pareceu ser perfeitamente jogável com rato e teclado.

Ao seu comando estará Umbra, uma personagem estilo ninja que tem grande mobilidade desde cedo, mas que irá ganhar ainda mais capacidades com o passar do tempo. Se ao início pode saltar e realizar um 'dash' para a frente, eventualmente será capaz de executar saltos duplos, correr pelas paredes, e até rodopiar. À medida que ganha estas capacidades irá também ganhar acesso a novas áreas de jogo, e até pode recuar a mapas anteriores para desbloquear segredos.

Uma característica interessante de Blue Fire são os Voids, áreas que podem ser descritas como o equivalente às Shrines de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. São secções mais elaboradas de plataformas, que podem apresentar um desafio classificado entre uma a cinco estrelas de dificuldade. Isto leva-nos a um dos problemas mais frustrantes do jogo, que é o facto de serem necessárias determinadas habilidades para ultrapassar certos Voids. O problema é que é possível entrar nos Voids mesmo sem ter as habilidades necessárias, ou pelo menos, as habilidades que facilitariam imenso a vida ao jogador. O jogo devia bloquear a entrada até que o jogador tivesse tudo o que é necessário, para evitar momentos desnecessários de frustração.

O combate serve-se também da agilidade de Umbra para manter o ritmo elevado, incentivando a uma abordagem mexida com saltos e desvios, em vez de um estilo mais parado e defensivo. Aliás, se ficar parado demasiado tempo vai passar um mau bocado, já que Umbra pode morrer com apenas dois ou três golpes. Felizmente existem espíritos que podem ajudar o pequeno protagonista, embora tenha de decidir quais quer equipar, incluindo recuperação de saúde, escudo, e ataques de longa distância.

Os inimigos não são muito desafiantes, e os bosses também não. Em termos de design e mecânicas até existem alguns bosses interessantes, mas não apresentaram um desafio realmente digno desse nome. Talvez seja melhor assim, porque se morrer durante o boss será atirado para o início do respetivo templo, e ter de repetir o percurso é mais um elemento desnecessariamente frustrante.

Em termos de grafismo, o estilo sombreado "cel-shading" de Blue Fire encaixa perfeitamente com o ambiente de jogo, embora seja compreensível se não for para todos os gostos. Os efeitos das partículas são notavelmente excelentes, especialmente em combate, e as animações são fluídas. Também apreciámos a variedade de localizações, que incluem uma floresta, um cemitério, e cavernas de lava. A música também se encaixa bem, mesmo que seja um pouco esquecível com exceção do tema principal.

A história do jogo é um tanto enigmática, recorrendo ao formato de entradas de diário e conversas opcionais de personagens para oferecer maior contexto. É um enredo simples, que o colocará na rota de vários templos para libertá-los da corrupção. No geral, Blue Fire é um jogo que vale a pena jogar para os fãs de jogos de plataforma clássicos e de aventura, embora deva ficar avisado de que existem alguns elementos frustrantes.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Boas sequências de plataformas. Excelentes controlos. Estilo visual apurado.
Contras Alguns bosses são demasiado fáceis. É um pouco derivativo de alguns títulos clássicos. Elementos desnecessariamente frustrantes.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 4 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Robi Studios
Editora Graffiti Games
Data de lançamento 3 Fevereiro 2021
Género Action, Platform
Plataformas
Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.