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Gamereactor Análises Iron Harvest
Análises Iron Harvest

Iron Harvest

Um regresso ao estilo clássico dos jogos de estratégia em tempo real - mas com Mechs.
Kim Olsen 1 Setembro 2020

Iron Harvest é um jogo de estratégia em tempo real com uma premissa muito interessante. A ação passa-se numa versão alternativa da década de 1920, pós Primeira Guerra Mundial, que apresenta tecnologia futurista a vapor, incluindo na forma de Mechs antiquados. O principal atrativo do jogo é a longa campanha de história, onde irá assumir o comando de três fações diferentes por ordem pré-determinada. Isto permitirá ao jogador verificar os eventos através de várias perspetivas, e ganhar um novo contexto da história.

A narrativa concentra-se numa trégua entre Polania (Polónia), Rusviets (Rússia), e Saxony (Alemanha). Tudo ok, por enquanto, até que alguns soldados Rusviet chegam a uma pequena aldeia Polania, e causam o caos. O nosso primeiro protagonista é precisamente um habitante dessa aldeia, e a partir daí irá experienciar uma história com alguns momentos surpreendentes e personagens memoráveis.

Iron Harvest funciona em grande parte como um jogo clássico de estratégia, com perspetiva isométrica, micro-gestão de unidades, e macro-gestão de recursos - que neste caso se limitam a óleo e aço. Não é tanto um jogo de construção de bases, porque a maioria das estruturas são dadas ao jogador no início das missões, mas antes algo mais na linha de um Company of Heroes, embora possa construir algumas estruturas.

Existem vários tipos de unidades de infantaria para comandar, cada um indicado para contrariar um estilo específico de inimigo, e o mesmo aplica-se aos Mechs. Estes fatos robóticos são poderosos, e podem causar grandes estragos, mas não são invulneráveis. Se estiverem sozinhos, sem apoio da infantaria, serão rapidamente desfeitos pelos oponentes. Isto é particularmente verdade devido à forma como a inteligência artificial aborda os conflitos, mudando de táticas para manter o jogador investido no conflito. Tanto o jogador, como a inteligência artificial, têm várias ferramentas ao seu dispor, e quem as utilizar melhor sairá vitorioso destes encontros.

O jogo serve-se também bem de coberturas, desde paredes a bunkers, passando por trincheiras e outros obstáculos semelhantes, mas quase tudo é destrutível. Isto significa que pode tentar furar por determinado local da base inimiga, mas o mesmo também pode acontecer. E quanto a cobertura, é bom que tenha formas de as contrariar, porque lidar com infantaria protegida sem os cuidados devidos, é uma boa forma de ver um grupo dizimado.

Ao todo existem oito tipos de soldados de infantaria, seis Mechs, cinco edifícios, quatro estruturas defensivas, e produção de óleo e aço, além de alguns heróis. É um elenco bem composto, sobretudo para jogabilidade terrena, mas sentimos falta de algumas unidades aéreas, o que acrescentaria outra dinâmica ao combate. Os mapas em si apresentam várias opções de abordagem e um bom design, tanto em termos de campanha, como de multijogador, e apenas lamentamos o facto de serem tão similares em termos de tons e cores, excessivamente castanhos.

Embora Iron Harvest seja de forma geral um jogo polido, existem alguns detalhes que ainda têm de ser afinados, como um equilíbrio de unidades, e a introdução de funções que costumam ser vulgares neste tipo de jogos. Não é possível definir um direção para as unidades que saem do respetivo edifício, por exemplo, ou acrescentar uma unidade a um grupo já criado. Esperemos que a King Art Games resolva estas questões numa atualização próxima.

Mas as mecânicas que estão no jogo são muito sólidas, aproveitando elementos dinâmicos como cobertura, nivelação do terreno, e táticas de flanqueamento. Tudo isto é fácil de absorver, sobretudo se tiver um conhecimento mínimo de jogos de estratégia em tempo real, mas realmente dominar Iron Harvest vai exigir uma dedicação maior. Sobretudo se quiser jogar nas dificuldades superiores, ou no modo multijogador.

Graficamente, nada a apontar em termos de qualidade. Iron Harvest cumpre bem neste campo, sobretudo em termos artísticos, mas em termos de optimização precisa de ser melhorado. Com definições máximas e uma resolução de 1440p, o jogo não ia além dos 35 frames por segundo... com uma RTX 2080. Esperemos que um melhor trabalho de optimização esteja nos planos eminentes da King Art Games.

O estúdio em si não tem grande experiência com este tipo de jogos de estratégia, mas fez um belo trabalho com Iron Harvest. Nota-se que é um projeto importante para o estúdio, e que dedicaram tempo ao estilo de arte, à jogabilidade, e à história. Existem alguns elementos por afinar, como mais funções, maior acessibilidade, e uma optimização mais capaz, mas se o estúdio fizer isso, então estamos a falar de uma bela opção para fãs do género de estratégia em tempo real.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Mecânicas de jogabilidade muito sólidas. Campanha de qualidade com personagens fantásticas. Jogo equilibrado.
Contras É demasiado castanho. Vai precisar de um PC decente. Alguns erros ocasionais.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
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Gamereactor Deutschland 8
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Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Gamereactor Polska 8
Gamereactor Asia 8
Perfil completo 458 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora King Art Games
Editora Deep Silver
Data de lançamento 31 Agosto 2020
Género Strategy
Plataformas
PS4 Xbox One PC Xbox Series X PS5
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1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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