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Análises Peaky Blinders: Mastermind

Peaky Blinders: Mastermind

Um divertido jogo de puzzles baseado na excelente série televisiva da BBC.
Ricardo C. Esteves Atualizado 19 Agosto 2020

Como fãs de Peaky Blinders, uma aventura de puzzles não seria a nossa primeira aposta para um jogo baseado na série televisiva, mas é precisamente isso que propõe Peaky Blinders: Mastermind. Mais importante ainda, funciona, apresentando um ambiente fiel à série e uma mecânica bastante interessante em torno de manipulação do tempo.

Peaky Blinders: Mastermind é baseado numa história original, que se passa pouco tempo antes do início da primeira temporada. Um elemento dos Peaky Blinders (que nunca é mencionado na série) terá assassinado um membro da comunidade chinesa, o que pode levar a uma guerra entre as duas fações. Cabe ao jogador, ao comando de todos os membros da família Shelby, descobrir o que realmente aconteceu e impedir o conflito.

A história é sobretudo apresentada entre missões, através de ilustrações paradas e blocos de texto. Não é exatamente uma experiência cinemática, e o facto de não incluir vozes não ajuda, mas cumpre a sua função. As conversas são também muito diretas, pelo que não irá perder muito tempo em diálogos. Pelo menos as imagens apresentam a parecença dos atores da série, bem como os modelos de jogo, e embora não seja uma história fantástica, é suficientemente interessante.

Como referimos em cima, Peaky Blinders: Mastermind é um jogo de puzzles, jogado em perspetiva isométrica. O jogador terá sempre vários objetivos para cumprir em cada missão, e em contra-relógio, mas o facto de incluir manipulação de tempo, significa que uma missão de quatro minutos pode na realidade durar muito mais. Mastermind é também um jogo com pouca violência, o que é algo curioso considerando o material de origem, mas isso não afeta em nada o jogo.

As personagens disponíveis são determinadas pela missão em si, mas durante a aventura irá controlar Thomas, Arthur, Ada, Polly, John, e Finn, cada um com a sua habilidade própria. Thomas pode assumir o controlo de alguns cidadãos de Small Heath durante alguns segundos, Arthur pode espancar adversários e rebentar portas, Ada pode distrair inimigos, Polly pode subornar guardas e abrir fechaduras, Finn consegue esgueirar-se por buracos e janelas, e John faz essencialmente o mesmo que Arthur.

Os níveis são depois construídos em torno das habilidades das personagens disponíveis, e o jogador terá de as utilizar em conjunto para avançar. Terá de evitar guardas, abrir portas, apanhar itens, e descobrir caminhos, e no fim da missão será classificado entre Bronze, Prata, e Ouro, dependendo do tempo que demorou a terminar. Cada nível tem ainda relógios escondidos que pode tentar encontrar.

Ora, o que torna Peaky Blinders: Mastermind realmente interessante é a mecânica de manipulação de tempo. A ideia é que o jogador execute ações com uma personagem, e depois recue no tempo e assuma o controlo de outro membro da família, enquanto a personagem anterior executa automaticamente as ações gravadas pelo jogador. Por exemplo, imagine que tem de passar por um guarda e uma porta cuja alavanca está do outro lado, apenas com Thomas, Finn, e Ada.

Primeiro teria de assumir o controlo de Ada para distrair o guarda, permitindo que Finn e Thomas passassem sem serem vistos. Recuava no tempo, mas agora assumia o controlo de Finn, enquanto Ada distrai o guarda, como fez antes. Com Finn, passa pelo guarda, e depois por baixo de um buraco numa cerca. Chega ao pé da alavanca que abre a porta, e fica a segurá-la durante alguns segundos. Volta a recuar no tempo, mas agora para controlar Thomas. Ada segue para distrair o guarda, e Finn para segurar a alavanca da porta, permitindo que Thomas passe pelo guarda e pela porta sem problemas. Depois basta recuar um pouco, assumir o controlo de Ada depois dos irmãos passarem pelo guarda, e avançar para a porta.

Inicialmente é um pouco confuso, mas depois de se apanhar o jeito, torna-se bastante intuitivo e até divertido encontrar formas de ultrapassar os vários obstáculos apresentados pelo jogo. E ainda existem as medalhas de ouro para conquistar, que são desafios realmente apelativos que aumentam o valor de repetição do jogo.

Peaky Blinders: Mastermind é um jogo relativamente curto e simples, longe de ser memorável ou capaz de acrescentar algo relevante em termos da história geral da saga, mas é divertido no momento-a-momento. Mais do que a fãs de Peaky Blinders, recomendados Mastermind a quem aprecia jogos de puzzles, ainda que € 19,99 nos pareça um preço mais adequado que os € 24,99 exigidos pela Futurlab.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós História original que serve de prequela para a série. Bom design dos níveis.Tentar atingir as medalhas de ouro é um grande incentivo.
Contras Narrativa é apresentada com imagens paradas e sem vozes. Sabe a pouco.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
7,0
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 7
Gamereactor France 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Gamereactor Polska 7
Gamereactor Asia 7
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora Futurlab
Editora Curve Digital
Data de lançamento 19 Agosto 2020
Género Action, Strategy
Plataformas
Nintendo Switch PC PS4 Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.