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Gamereactor Análises Hunt: Showdown
Análises Hunt: Showdown

Hunt: Showdown

Finalmente disponível para PC e consolas, o novo jogo da Crytek levou-nos a caçar demónios... e jogadores.
Mike Holmes 19 Fevereiro 2020

Tivemos oportunidade de experimentar Hunt: Showdown enquanto esteve a ser 'cozinhado' no acesso antecipado do Steam, mas agora, com o lançamento definitivo, não só no Steam, mas em PS4 e Xbox One, podemos finalmente partilhar uma opinião mais formada em relação ao jogo. Se não está familiarizado com o conceito, Hunt: Showdown mistura co-op e multijogador competitivo, num ambiente sobrenatural do século 19.

A solo, ou na companhia de um ou dois outros jogadores, deve tentar encontrar fendas para outras dimensões que têm de ser fechadas em sequência. Pelo caminho terão de evitar ou eliminar uma série de criaturas sobrenaturais controladas pela inteligência artificial, enquanto outros grupos de jogadores tentam fazer o mesmo. No final, depois de conseguir os seus objetivos, o seu grupo terá de enfrentar o resto das criaturas e também os outros grupos de jogadores, até que apenas um permaneça vitorioso.

Um ponto claramente a favor de Hunt: Showdown, pelo menos na nossa opinião, é o ambiente e a temática de final do século 19. O jogo apresenta uma atmosfera espantosa, baseada em zonas pantanosas dos EUA, com muita vegetação, lama, e estruturas de madeira que chiam por todo o lado. Essa temática estende-se ao design das criaturas, das armas, e das personagens, criando um ambiente perfeito para este misto de jogabilidade PvE e PvP.

Este estilo é depois acompanhado por uma excelente qualidade gráfica, o que já seria de esperar considerando que se trata da Crytek e do CryEngine, mas o que realmente nos surpreendeu foi a qualidade sonora de Hunt: Showdown. Não só acrescentam imenso para a atmosfera geral do jogo, como são também um elemento real da jogabilidade, permitindo que o jogador consiga identificar a localização de passos, grunhidos, disparos, e outros sons nas redondezas. Em Hunt: Showdown convém não atrair atenções, e isso implica ter cuidado com o barulho que faz, seja a abrir portas, a partir janelas, e a passar por madeira podre.

Quanto a modos de jogo, existem dois disponíveis neste momento: Bounty Hunt para grupos e Quick Play para jogadores solitários. Em Bounty Hunt irá juntar-se a um ou dois colegas para cumprir uma série de objetivos, eliminando um ou outro boss pelo caminho. A questão é que, depois de matar um boss ainda precisa de o banir, e esse processo, além de demorado, assinala a posição do seu grupo para os outros jogadores. Isto significa que pode ser alvo de uma emboscada, mas depois de banir um boss terá a oportunidade de escapar. Se não o conseguir, apenas irá ganhar metade da experiência que conquistou durante a partida.

Em Quick Play é cada jogador por si só, num modo que não inclui os bosses e inimigos mais poderosos. O objetivo passa por eliminar fendas suficientes para criar um Wellspring, evento que promove um confronto final entre todos os jogadores. São partidas mais intensas e mais rápidas, para quando não estiver com amigos ou desejar uma mudança de ritmo.

Tanto em Bounty Hunt, como em Quick Play, o limite é de 12 jogadores, o que pode parecer curto, mas funciona. Mais que isso, e o jogo teria demasiados encontros entre jogadores, retirando muita da tensão e atmosfera. Dito isto, parece-nos que existe espaço para a Crytek experimentar novos modos, designs, e experiências, sobretudo porque o conteúdo é algo escasso neste momento.

Bounty Hunt promove também o desbloqueio de acessórios e armas, que existem em abundância, e que permitem modificar e afinar a personagem ao gosto pessoal. O problema é que essas armas e acessórios estão presos por um sistema de progresso excessivamente complicado. A tornar a situação mais dramática está o facto da morte das personagens serem permanentes a partir de nível 10, o que implica desbloquear tudo de novo.

É um sistema claramente desenhado para incentivar às micro-transações, o que num jogo que já custa € 39,99, e que ainda exige dinheiro por DLC, parece-nos francamente excessivo, sobretudo considerando que o jogo não abunda em termos de mapas e modos.

Este design em torno de micro-transações merece ser ponderado antes da compra, mas é inegável a qualidade de Hunt: Showdown enquanto experiência de jogo. Com jogabilidade muito sólida, excelente atmosfera, um design inteligente, e um ciclo viciante, Hunt: Showdown é uma excelente proposta para jogabilidade cooperativa. Só esperamos que a Crytek acrescente mais conteúdo e modifique o sistema de micro-transações.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Excelente qualidade gráfica e sonora. Atmosfera fantástica. Jogabilidade muito sólida.
Contras Micro-transações complicam progresso do jogador. Podia ter maior variedade de modos.
Nota da rede Média de 8 edições da Gamereactor
7,9 amplitude 7–8
Gamereactor 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Gamereactor Polska 7
Gamereactor Asia 8
Perfil completo 2.869 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 8 edições
Dados do jogo
Produtora Crytek
Editora Koch Media
Data de lançamento 26 Agosto 2019
Género Action, Horror
Plataformas
PC Xbox One PS4
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