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Gamereactor Análises Death Road to Canada
Análises Death Road to Canada

Death Road to Canada

Uma viagem dos diabos.
Odd Karsten Svartaas 14 Maio 2018

"São 15 dias de viagem até ao Canadá, temos o depósito cheio, meio maço de cigarros, é de noite, e temos óculos escuros."

É este o espírito de Death Road to Canada, um jogo independente criado numa produção conjunta da Rocketcat Games com a Madgarden. O objetivo é simples: conduzir da Flórida, EUA, até Ontario, Canadá. Pelo caminho podem recolher uma série de personagens caricatas, o que embora possa ser mais duro com os recursos, aumenta a segurança do grupo. Isto num mundo cheio de zombies.

Death Road to Canada está disponível para PC e iOS há já algum tempo, mas foi agora lançado para PlayStation 4 e Nintendo Switch (onde testámos o jogo). É preciso destacar a delícia que é jogar Death Road to Canada na consola da Nintendo. Além do elemento portátil, existe a possibilidade de passar um Joy-Con a um amigo para jogarem cooperativamente, o que é fantástico.

Cada jogador escolhe a sua personagem (ou cria-a ,utilizando um editor), carrega a caçadeira, e faz-se à estrada. Esta personalização estende-se às suas habilidades e características, e com isso, ao estilo de jogo. Em baixo podem ver os exemplos que criámos para a nossa sessão cooperativa.

À medida que vão jogando vão desbloqueando novas características e habilidades, o que significa que existe uma certa sensação de progresso apesar de provavelmente falharem várias vezes. Death Road to Canada é um Roguelike, o que significa que inclui morte permanente e mapas gerados de forma aleatória. Depois de um curto tutorial, e de se fazerem à estrada, vão descobrir que os recursos são bastante escassos.

Quando começamos a jogar, decidimos parar num super-mercado para tentar encontrar comida. Utilizando artes marciais, senso comum, e um cano pesado, conseguimos desfazer os zombies que nos apareceram pela frente. Infelizmente não foi uma paragem produtiva, já que tudo o que conseguimos foi uma lata de feijões e alguma gasolina. Lá tivemos de continuar de mãos quase a abanar.

O dia terminou, e foi-nos dada a oportunidade de passar a noite num motel suspeito. O seu gerente tinha "homicida em série" escrito por todo o lado, e decidimos não arriscar. Preferimos continuar viagem, mas isso teve os seus custos, já que as personagens tornaram-se "rabugentos" e "cansados" no dia seguinte. Decidimos parar nos subúrbios, e depois de algum esforço, conseguimos arrecadar um machado, algumas balas, e gasolina. A falta de comida começou a ser problemático.

À medida que vão jogando, vão descobrindo mais pormenores sobre as personagens, incluindo atributos e características escondidas. Por exemplo, quando um crocodilo comeu as chaves do nosso carro (sim, este aconteceu), descobrimos que uma das personagens era um lutador experiente de wrestling. Isso permitiu-lhe lutar com o crocodilo e recuperar as chaves, mas não sem levar umas dentadas valentes. Isto leva a uma revelação na outra personagem, que aparentemente tem capacidades médicas.

Isso, infelizmente, não chega, e precisamos de ligaduras para travar a hemorragia. A próxima paragem é portanto num campo de sobreviventes, com a esperança de conseguirmos mantimentos. Não conseguimos nada disso, mas a troco de cinco unidades de comida conseguimos convencer um tipo a juntar-se ao nosso grupo. Este tipo tem melhores capacidades técnicas que a nossa personagem, o que lhe permitiu parar a hemorragia com os poucos recursos que tínhamos.

Mesmo com poucos dias de viagem, já tínhamos uma estória para contar, e esse é um dos pontos fortes de Death Road to Canada. Devido à sua estrutura e design, é o tipo de jogo que permite aos jogadores encontrarem as suas próprias estórias, que serão diferentes entre todos e entre sessões. Pormenores como os comentários das personagens, gerados pelas suas personalidades e pelos eventos, são outro elemento que ajuda a manter a experiência fresca.

Claro que, como todos os Roguelike, existe a frustração associada a morrer e a perder todo o progresso. Uma forma de suavizar essa frustração surge da opção para gastar pontos Zombo. Estes pontos são obtidos enquanto jogam e ao cumprirem certos objetivos, e permitem comprar habilidades e características, incluindo melhoramentos permanentes. Isto ajuda a criar uma sensação de progresso, mesmo na hora da derrota, e aumenta as possibilidades de sucesso da tentativa seguinte.

Um elemento que causou alguma frustração durante a nossa experiência está relacionado com o modo cooperativo. Quando estão a jogar com outro jogador, um membro é definido líder, e o outro, acompanhante. Até aqui, nada de mais, mas isso significa que apenas o líder pode entrar e sair dos edifícios. Isto pode causar alguma frustração no segundo jogador, que pode sentir que está a ser arrastado pelo primeiro jogador. Ainda pior, quando existe uma mudança de cenário, a segunda personagem desaparece durante alguns segundos, e isso pode ser bastante problemático. Ficamos à espera que estes problemas possam ser resolvidos numa atualização.

Death Road to Canada é um jogo acessível ao nível de controlos, mas desafiante, e está repleto de momentos divertidos, sobretudo em modo cooperativo. Se apreciam o tema de zombies e luta pela sobrevivência, e da estrutura Roguelike, Death Road to Canada é uma recomendação fácil.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Excelente valor de repetição. Está cheio de humor. Banda sonora destaca-se. Modo cooperativo local.
Contras Modo cooperativo no geral precisa de ser polido.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 3 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Rocketcat Games, Madgarden
Editora Ukyio Publishing
Data de lançamento 30 Junho 2018
Género Adventure
Plataformas
Nintendo Switch PS4 Xbox One PC
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23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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