O Plants Vs. Zombies original é um dos jogos mais apreciados no iPad. Por aqui jogámo-lo até à exaustão. É o exemplo perfeito da magia que reina na PopCap - mecânicas acessíveis e muitas camadas de charme e personalidade por cima de um género que todos pensávamos já conhecer de trás-para-a-frente.
A sequela adotou o modelo free-to-play, mas em grande medida segue a fórmula do original. Por agora é um exclusivo iOS, mas é provável que chegue a todas as plataformas imagináveis durante o próximo ano. Infelizmente teremos de criticar a mudança para o modelo free-to-play mais à frente, mas para já concentremo-nos no que o jogo oferece.
Como o nome sugere, Plants Vs. Zombies 2: It's About Time concentra-se em viagens pelo tempo, mais especificamente no desmiolado do Crazy Dave e a sua jornada para encontrar o Taco perdido. Ou melhor, o Taco que ele já comeu e que agora pretende comer uma segunda vez. E assim começa a aventura.
Os fãs do original vão sentir-se de imediato em casa, apesar do primeiro cenário passar-se no antigo Egito. Aqui vão encontrar zombies mumificados e plantas novas, como a Bloomerang (acerta duas vezes até um máximo de três zombies na mesma coluna), a Iceberg Lettuce (congela zombies e apaga tochas) e a Bonk Choy (serve uma tigela cheia de socos). Aqui também vão conhecer algumas mecânicas novas, como a comida de plantas, que as sobrecarrega durante um breve instante.
O primeiro mundo é feito de 11 mapas que vos vão desafiar de várias formas, onde até existem percursos alternativos que oferecem alguns bónus (desbloqueiam estes caminhos ao jogarem ou comprando). Antes de avançarem para o mundo seguinte, devem apanhar o número exigido de estrelas. Para receberem essas estrelas devem repetir os mapas que já completaram, mas com restrições novas (como não permitir que os zombies passem uma certa linha, não utilizar energia durante um minuto e outras semelhantes). Pode parece uma tarefa repetitiva, mas a verdade é que não o encarámos dessa forma. Os novos desafios impediram que se tornasse chato.

De seguida vem o mundo Pirata, que adiciona novas variantes à fórmula. Vão enfrentar piratas com papagaios que voam pelo mapa e atacam as plantas, zombies anões que saem disparados dos canhões e outros que se penduram em pássaros. E ainda há que ter cuidado com os que saem da prancha. Dos três mundos disponíveis, este foi talvez o mais fraco, mas ainda assim é bastante divertido.
O que nos leva ao terceiro mundo, o Velho Oeste. Este cenário em particular parece muito inspirado e tem alguns momentos hilariantes, como o zombie agricultor com galinhas ou o pianista que envia zombies a dançar ao longo da coluna. Também há o zombie que utiliza dinamite para explodir e voar o caminho todo até às plantas. Conseguir as estrelas neste mundo é um desafio significativo e requer uma utilização criativa das muitas plantas que desbloquearem entretanto. Depois disso vem o Futuro Longínquo, um mundo que vai chegar mais tarde através de uma atualização.
Passámos facilmente as 10 horas com Plants Vs. Zombies e não cumprimos tudo o que o jogo tem para oferecer. É um jogo de tamanho considerável. Também o experimentámos no iPhone 5. Continua a ser muito bom, embora as animações percam alguma da sua qualidade.

O modelo free-to-play tem algumas vantagens, afinal de contas, quem não gosta de jogar de borla? Mas este modelo acaba por ter alguma influência no design do jogo, que não são totalmente favoráveis. Por exemplo, Plants Vs. Zombies 2: It's About Time exagera um pouco na repetição. Os mini-jogos que devem completar para desbloquear plantas especiais e vantagens (tudo essencial para o sucesso nos níveis avançados), associado à recolha de estrelas para aceder aos novos mundos, significa que vão demorar até acederem ao novo conteúdo. Isto se não pagarem, claro.
Pelo menos a PopCap consegue disfarçar essa repetição com eficácia. Vão receber objetivos diferentes com grande frequência, o que ajuda a afastar a sensação de que estamos a fazer sempre o mesmo. Sim, podem pagar para avançar mais rapidamente pelo jogo, mas pelo menos é evidente que um jogador mais dedicado pode completar todos os objetivos sem nunca recorrer ao cartão de crédito.
Sinceramente, preferíamos pagar € 10 pelo jogo e não ter que aturar o design focado em micro-transações, com todos os seus alicantes. De qualquer forma, se não ficam incomodados com o facto de existirem estes atalhos ou de repetir algum conteúdo, Plants Vs Zombies 2: It's About Time é obrigatório para qualquer plataforma iOS. Amor e ódio são sentimentos que surgiram enquanto jogávamos, mas temos de confessar que o primeiro ganhou claramente ao segundo.