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Gamereactor Análises Metroid: Samus Returns
Análises Metroid: Samus Returns

Metroid: Samus Returns

Finalmente, um novo Metroid, mas terá sido capaz de corresponder às expetativas?
David Caballero 12 Setembro 2017

Já não era sem tempo. Quase parece que a Nintendo decidiu abandonar a Samus Aran num planeta remoto, considerando que há uma década que não aparecia um jogo da série principal. Depois de muita insistência dos fãs, a Nintendo parece ter finalmente ganho coragem para ir resgatar Samus, e além do já anunciado Metroid Prime 4, os jogadores podem matar saudades da heroína com este Metroid: Samus Aran para Nintendo 3DS. Trata-se de um jogo "à antiga", com perspetiva e jogabilidade 2D, misturando plataformas com puzzles e alguma ação.

O jogo foi produzido pela Mercury Steam e acompanhado de perto pela Nintendo, e o resultado é um jogo que respeita a jogabilidade clássica da série, sem esquecer alguns toques de modernidade. É um jogo perfeitamente adequado a novatos, que pode muito bem ser o vosso primeiro Metroid, embora existam referências à espera dos fãs mais antigos. Esses vão rapidamente descobrir como usar o ataque em forma de bola, ou como usar bombas para chegarem mais alto, por exemplo. Também presente está o clássico design labiríntico dos níveis, que vai abrindo ao jogador conforme desbloqueiam as habilidades de Samus Aran.

Existem alguns movimentos novos que a Mercury Stream introduziu no reportório da heroína. Com um timing adequado podem bloquear ataques inimigos, uma função que é particularmente importante durante a primeira metade do jogo. É uma adição que acrescenta mais alguma profundidade ao combate, sobretudo quando os inimigos estão próximos. A segunda novidade é a pontaria a 360º, uma adição excelente. Neste modo vão parar Samus onde está, e em vez de movimentarem a personagem, vão rodar a sua mira em qualquer direção, o que abre inúmeras possibilidades. É uma excelente forma de permitir que o jogador dispare com perícia, e é algo que também foi incorporado nos puzzles.

Além deste novo sistema de mira, e do contra-ataque, vão aceder às habilidades mais tradicionais de Samus Aran. Os vários tipos de mísseis, a forma de bola, e as bombas, são alguns dos acessórios que estarão ao vosso dispor durante a aventura. E vão precisar de todos eles, se quiserem descobrir todos os cantos secretos deste mapa. Com tudo isto, é fácil esquecer que Samus Returns é na verdade um remake. O jogo que serve de base a esta nova aventura é Metroid II: Return of Samus, lançado em 1991 para o Game Boy, mas em muitos aspetos é um jogo completamente novo.

Algumas das adições mais modernas podem parecer uma heresia para os fãs mais puros, incluindo o novo scan de mapas, os pontos de tele-transporte, e o sistema de saves automáticos. São elementos que na verdade não tornam o jogo mais fácil, apenas mais tolerável para os padrões atuais. São as chamadas melhorias de "qualidade de vida", e na nossa opinião, são muito bem vindas. O scan permite ter noção de itens que possam estar nas proximidades, enquanto que o tele-transporte apenas suaviza o recuo para áreas que já visitaram - ainda uma característica muito presente em Metroid. Quanto aos save automático, ajudam a atenuar a frustração de enfrentar os bosses mais difíceis.

Na nossa opinião, o equilíbrio entre acessibilidade e dificuldade de Metroid: Samus Returns é muito positivo, mas notámos alguma ausência de urgência no jogo. Não existe grande tensão ou mistério, ou o tipo de entusiasmo e vontade de explorar que está normalmente presente nos jogos da saga. Em parte isso é causado pela caça aos Metroids. A estrutura de jogo exige que tentem encontrar e enfrentem estas criaturas, retirando-lhes ADN para desbloquearem novas áreas. O conceito em si parece interessante, mas os encontros com estas criaturas torna-se repetitivo, longe da qualidade do resto da experiência.

Metroid: Samus Returns foi desenhado de raiz para a Nintendo 3DS, e graças à experiência da produtora, e da própria Nintendo, surge como um título de grande capacidade gráfica na portátil. Os cenários são ricos e vivos, detalhados em várias camadas diferentes, e o jogo tem grande personalidade artística. Algumas texturas não impressionam, mas o jogo compensa ao proporcionar uma experiência de jogo suave com grande solidez. Nota ainda para a excelência do efeito 3D, caso a vossa consola suporte essa função.

Samus regressou finalmente, e embora não seja já o Prime 4 que todos querem, é um regresso a casa muito bem vindo. É uma experiência clássica de Metroid, com um design inteligente e algumas novidades que atualizam a série para os padrões modernos. Não podíamos pedir melhor aperitivo enquanto esperamos por Metroid Prime 4. Bem vinda, Samus!

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Bom ritmo e design eficaz. Mecânicas adequadas e com estilo. Excelente pormenor dos cenários.
Contras Caçar Metroids torna-se repetitivo. Falta urgência e tensão.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
7,9 amplitude 7–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Nederland 8
Gamereactor Portugal 8
Editor-in-Chief Spain David Caballero was editor-in-chief of Gamereactor Spain, writing for the site from 2011. He covered video games alongside film, tech and wider culture, and interviewed developers at events across Europe.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2011 · 1.402 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Mercury Steam
Editora Nintendo
Data de lançamento 14 Setembro 2017
Género Action, Platform
Plataformas
Nintendo 3DS
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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