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Análises Super Bomberman R

Super Bomberman R

Um clássico reanimado na nova consola da Nintendo.
Jonas Mäki 12 Março 2017

A última vez que a Konami nos presentou com Bomberman foi em 2010, com o título digital Bomberman Live: Battlefest. Sete anos depois, este clássico dos videojogos volta a ser reanimado, e logo para se estrear como um exclusivo da nova consola da Nintendo. Parece-nos algo caro para o tipo de jogo que é e para o que oferece, e pode ser facilmente ignorado em detrimento de outras experiências disponíveis na Switch, mas a verdade é que jogar Bomberman com amigos continua a ser tão divertido agora quanto o era originalmente.

Como todos vós, também nós rimos dos anúncios forçados da Nintendo para a Switch, sobretudo o famoso anúncio de "Karen", que se junta a uma festa num telhado com a sua consola. É um anúncio forçado, sem dúvida, mas a verdade é que a Switch é a consola perfeita para este tipo de atividades multijogador espontâneas, sobretudo como o jogos certos, e Super Bomberman R é um desses jogos.

A base do conceito de Bomberman é idêntica à do jogo que foi lançado originalmente em 1983, e embora faltem funções mais inovadoras, a experiência de jogo foi modernizada à medida certa. É um jogo caótico e divertido, e ainda que a confusão possa por vezes ser considerável, acaba por ser fácil encontrar o rumo no ecrã da Switch. Divertimos-nos a jogar na TV e em modo portátil, com jogadores novos e outros mais velhos, e isso é o grande triunfo de Super Bomberman R.

As batalhas rapidamente se tornam numa corrida aos itens mais importantes, enquanto tentam prestar atenção a vários elementos ao mesmo tempo. Com bombas a explodir por todo o lado, sobretudo com oito jogadores, vão precisar de ter atenção às vossas bombas, aos itens, e às bombas dos adversários. Apesar do aspeto engraçado, Super Bomberman R é um jogo extremamente competitivo. Nota ainda para o facto de apenas ser necessário um Joy-Con para desfrutarem da experiência de jogo, o que significa que quatro pares de Joy-Con são suficientes para os oito jogadores.

Super Bomberman R suporta multijogador local e online, e ainda inclui uma campanha a solo, embora seja bastante básica. Oferece algo para o jogador fazer quando está sozinho, e tem alguns momentos divertidos, mas podia ter sido mais trabalhado. Ao todo são 50 cenários, onde se incluem alguns "bosses", mas a experiência acaba por ser vazia e curta. Nota ainda para o suporte para jogabilidade cooperativa para dois jogadores na campanha.

Outro problema que encontrámos está relacionados com os controlos, sobretudo a jogar com o analógico. As personagens movem-se com algum atraso, e nem sempre responderam exatamente ao que era pretendido, sobretudo no modo campanha. Também é bastante fácil virar Bomberman quando não é essa a intenção, quando pelo contrário é difícil pará-lo no momento certo.

Esperamos que estes pequenos problemas com os controlos possam ser resolvidos com uma atualização, porque causam alguns momentos de frustração. Muitos jogos recentes oferecem aos jogadores a possibilidade de criarem os seus próprios mapas, e essa função teria encaixado como uma luva em Super Bomberman R. Com mais mapas, controlos afinados, e editor de arenas, teria sido fácil justificar o preço de € 49.99, mas como está é francamente excessivo.

Se olharmos para o conteúdo de Super Bomberman R e recordamos Bomberman Live de 2006, não existem grandes diferenças, além de um preço que é três vezes superior. Não nos interpretem mal, é um jogo muito divertido, sobretudo se tiverem a possibilidade de jogar localmente com amigos ou família. É fácil de pegar e de entender o conceito, o que o torna ideal para jogar com novatos, mas tem profundidade para quem se dedicar mais tempo. Com a sua facilidade para permitir jogabilidade multijogador, incluindo o facto de apenas ser necessário um dos Joy-Con por jogador, Super Bomberman R representa bem o espírito versátil da consola. Mas se puderem, esperem por uma redução substancial do preço

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Relembra porque Bomberman era tão divertido há vários anos. É fácil seguir o que se passa no ecrã da Swtich. Conceito simples, mas eficaz.
Contras Modo principal é algo vazio. Preço exagerado para o tipo de jogo. Não permite criar conteúdo. Controlos podem ser frustrantes.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
6,7 amplitude 6–7
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 6
Gamereactor France 7
Gamereactor Italia 6
Gamereactor Portugal 7
Editor Sweden Jonas Mäki has written for Gamereactor since 2002, becoming an editor in 2007. He covers the video game industry across news, releases and the business side, with a particular interest in sales figures and where the industry is heading.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2007 · 9.477 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Konami
Editora Konami
Data de lançamento 2 Março 2017
Género Party
Plataformas
Nintendo Switch PS4 PC Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.