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Análises Grand Theft Auto: San Andreas

Grand Theft Auto: San Andreas

GTA: San Andreas está de regresso, agora nas plataformas iOS, mas será que envelheceu como o vinho ou transformou-se em vinagre?
Lee West Testado em iOS 16 Dezembro 2013

Esta versão remasterizada de GTA: San Andreas custa € 5.99 e está disponível na App Store, sendo compatível com iPhone 4s, iPhone 5, iPhone 5s, iPhone 5c, iPod Touch 5ª geração, iPad 2, 3ª e 4ª gerações, iPad Air, iPad Mini e iPad Retina. Em breve (em data ainda por definir) irá também chegar às plataformas Android, Kindle e Windows Phone.

O tema de gangues é recorrente em todo San Andreas, com tudo o que isso tem de bom e potencialmente, de mau, incluindo a linguagem agressiva, e se não gostam deste tópico, não vão retirar muito da história do jogo. Dito isto, podem escolher não levá-lo tão a sério e simplesmente apreciá-lo pelo que ele realmente é: um dos primeiros mundos abertos em 3D verdadeiramente bem construído.

Fazemos esta afirmação mesmo considerando que San Andreas representa tudo o que existe de errado com GTA. A Rockstar é excelente a captar o zeitgeist, tal como o demonstrou em Grand Theft Auto V, brincando com todas as tendências atuais. Talvez por isso existam jogadores que preferem o outro grande jogo em mundo aberto da Rockstar, Red Dead Redemption, já que tem uma abordagem completamente diferente. Para realmente apreciarem San Andreas devem ter uma abordagem semelhante, e olhar para o jogo como uma viagem no tempo. GTA: San Andreas foi lançado originalmente em 2004, mas a ação decorre no ano de 1992.

O protagonista é Carl Johnson (CJ), que regressa a Los Santos (Los Angeles) depois da morte da mãe. CJ depois reentra na vida do crime e dos gangues, numa história gigantesca. O jogo usa e abusa dos esteriótipos do género e utiliza muita linguagem agressiva. Se não forem fãs em particular deste estilo de personagens ou histórias, pode tornar-se num problema para vocês. Outros, porém, vão certamente apreciar a jornada de CJ ao longo de San Andreas.

GTA: San Andreas foi no entanto o jogo da Rockstar que realmente se excedeu em termos de opções e possibilidades. Finalmente era possível nadar e mergulhar. Podiam conduzir carros, motas, helicópteros e até bicicletas. CJ é extremamente personalizável, com tatuagens, peso, roupas, penteados e massa muscular. Até tinha alguns elementos RPG que governavam atributos como Sex Appeal e o respeito. Até chegou a ser um choque, quanto Grand Theft Auto IV apareceu anos mais tarde sem muitas destas opções incorporadas.

Ainda é impressionante, entrar numa barbearia e mudar para o penteado Afro, depois de comermos uma pizza que piora a nossa condição física, e nos apercebermos que por causa disso devemos marcar um tempinho no ginásio para não perdermos força.

Também foi fantástico perceber como o jogo encaixa bem nas plataformas iOS, sobretudo nas últimas versões do iPad. Aqui vão ver sombras produzidas em tempo real, reflexos e um nível superior de detalhe. É impressionante, considerando a idade do jogo. Em hardware mais antigo ou limitado, também consegue apresentar bom aspeto e uma fluidez sólida, embora faltem alguns elementos gráficos.

Mesmo considerando os modelos datados, quando estiverem a conduzir durante a chuva, em direção ao pôr do sol ou nas ruas coloridas pelo neon de Las Venturas (Las Vegas), é difícil não ficar impressionado com a atmosfera. E isto numa fluidez mais sólida do que alguma vez o foi na PlayStation 2.

Além do grafismo, as mecânicas de jogabilidade também brilham. Podem definir a sensibilidade dos controlos, mover e ajustar a escala dos botões e até podem definir mira automática ou manual. Podem marcar localizações no mapa, permitindo uma navegação facilitada. Um toque no ecrã arrasta a câmara, enquanto que um dedo fixo no ecrã permite ver o que se passa atrás da personagem. Os controlos são tão bons como seria expectável num ecrã tátil, e graças a símbolos auxiliares, até não requer muito tempo de habituação. San Andreas está muito à frente dos outros jogos da Rockstar para plataformas móveis. As opções para gravar o jogo na iCloud (se forem membros do Rockstar Social Club) e jogar no iPhone e no iPad são a cereja no topo do bolo.

A banda sonora permanece intacta (embora um pouco comprimida, como noutras adaptações móveis). Se preferirem também podem utilizar a vossa própria banda sonora. Samuel L. Jackson, Chris Penn e outros notáveis formam uma impressionante prestação vocal dos atores e as estações de rádio estão entre as melhores de sempre na série.

Considerando a jogabilidade, a componente sonora e até o grafismo, é difícil discordar de que a Rockstar entregou com GTA: San Andreas uma das melhores adaptações de sempre de um clássico às plataformas móveis.

A grande questão é perceber se ainda é divertido depois destes anos todos. A nossa resposta, depois de mais de 10 horas como o jogo, é um enorme "sim". Los Santos, Las Venturas e San Fierro (mais o deserto e as montanhas que completam esta versão de San Andreas) estão tão convidativas agora como o foram há quase 10 anos.

O mundo é massivo. Claro que não tem a escala ou o detalhe dos GTA mais recentes, mas ainda é superior a muitos outros jogos em mundo aberto. Existe sempre algo para fazer e permite momentos de pura loucura e diversão. GTA: San Andreas conquistou claramente o teste do tempo.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Mundo expansivo. Excelente grafismo. Fluidez sólida. Extremamente divertido.
Contras Diálogo e tema de gangues podem não agradar a todos.
Nota da rede Média de 5 edições da Gamereactor
8,8 amplitude 8–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 8
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Perfil completo 40 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 5 edições
Dados do jogo
Produtora Rockstar North
Editora Rockstar Games
Data de lançamento 21 Outubro 2004
Testado em iOS
Género Action
Plataformas
PS2 PC Xbox Xbox 360 PS3 PSN iOS Android WP8
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