Zuffa é ruim para o boxe?
A saída de Conor Benn, Eddie Hearn e Dana White em conflito, e uma possível batalha legal. Zuffa está fazendo mais mal do que bem?
É justo dizer que o impacto de Turki Alalshikh no boxe foi monumental. Múltiplas lutas indiscutíveis dos pesos pesados, revivendo The Ring e agora sua parceria com Dana White e sua recém-fundada promoção, Zuffa Boxing.
Embora a promoção tenha um grande grupo de combatentes com mais de 90 lutadores, as recentes façanhas da empresa foram criticadas. Tudo começou bem quando a promoção anunciou que fez um acordo com o campeão dos pesos-cruzeiros da IBF, Jai Opetaia, no final de janeiro.
O elenco de Zuffa recebeu outro impulso ao contratar Conor Benn, uma decisão que causou um choque em todo o mundo do boxe. A notícia também foi uma surpresa desagradável para seu ex-promotor e presidente da Matchroom, Eddie Hearn.
A separação e a concorrência que Zuffa representa como promoção provocaram uma acalorada troca de mensagens entre os promotores Hearn e White e, mais recentemente, com Frank Warren, chefe da Queensbury Promotions, admitindo que está considerando uma ação judicial contra Sela e a TKO Group Holdings. A TKO, empresa americana de entretenimento esportivo que é dona do UFC e da WWE, assinou uma parceria de vários anos com a Zuffa no ano passado.
Segundo o Telegraph, Warren afirma que Sela e TKO violaram contratos que haviam assinado com ele, pois as duas empresas agiram pelas costas dele para lançar a joint venture. Warren busca US$ 1 bilhão em renda perdida.
A divisão entre os promotores, uma possível batalha legal com implicações financeiras significativas e a introdução de outro campeonato mundial levantam a questão de saber se Zuffa é bom para o boxe? Após o sucesso que o esporte teve nos últimos anos, os fãs definitivamente não querem voltar a um mundo onde os promotores atrapalham as grandes lutas.
