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We. the Revolution

We. the Revolution

Uma versão de Revolução Francesa onde cada decisão pode ter duras consequências.

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Depois de um lançamento no PC, We. The Revolution chegou agora às consolas, e foi precisamente na Nintendo Switch que acabámos por testar este jogo baseado na Revolução Francesa do século XVIII. Considerando o tópico em questão, We. The Revolution é obrigatoriamente um jogo sombrio, que leva muito a sério a situação.

Aqui vão assumir o papel de um juiz, que tem literalmente o poder de escolher entre a vida ou a morte dos julgados. É a base para um jogo onde as decisões do jogador terão um forte impacto no desenrolar da narrativa. Por exemplo, se forem muito duros com os revolucionários, isto irá colocar-vos na mira da revolução, que podem tentar executar um atentado à vossa pessoa.

We. The Revolution é um exercício de equilíbrio, não só entre as duas fações em conflito, mas também em como tudo isso afeta a família do juiz. Todas as noites vão a casa, e aí terão de escolher como passar o tempo, o que terá impacto nas vossas crianças, esposa, e pai. Cada membro da família oferece benefícios únicos para usarem no jogo, mas ignorarem um membro em detrimento de outro, tem consequências. Mais uma vez, equilíbrio é a palavra-chave.

O grosso do jogo é passado no tribunal a tomar decisões, mas o processo não é assim tão simples quanto podem julgar. O ecrã está recheados de menus, informações, e tutoriais exageradamente preenchidos com texto. Entrar no jogo é um processo desnecessariamente difícil, mas se persistirem, irão acabar por se habituarem. O ritmo passa sobretudo por ler os ficheiros dos casos, fazer perguntas através de um mini-jogo, e depois tomar uma decisão. Apesar de confusa, a jogabilidade não tem grande profundidade, mas cada caso tem características distintas, o que ajuda a manter o interesse.

Estes casos normalmente vão obrigar-vos a escolherem entre as vossas prioridades. Serão capazes de executar um homem claramente culpado, mesmo que isso afete irreversivelmente a vossa relação com uma fação? Por outro lado, serão capazes de libertar alguém culpado porque vos dá jeito? E se um criminoso assumir o seu crime, mas as suas intenções forem justificáveis? São questões que terão de colocar a vocês mesmos durante We. The Revolution, com a certeza que terão de viver com as escolhas que tomarem.

We. the RevolutionWe. the Revolution

À medida que o jogo avança terão mais oportunidades para abandonarem o tribunal. Vão desenhar o vosso próprio emblema, discursar para multidões (onde mais uma vez terão de tomar decisões difíceis), e até comandar algumas batalhas. Algumas destas funções não são muito coerentes com a premissa do jogo, mas a nível de jogabilidade acrescentam variedade e permitem recordar e verificar que as vossas decisões estão realmente a moldar o futuro de Paris e França.

Quanto aos casos em si, variam entre assaltos sexuais a vandalismo, com tudo pelo meio. É interessante, sobretudo porque não estão a observar estes casos numa perspetiva moderna, mas antes com o contexto da era. Estes casos não são, contudo, isolados, e se prestarem atenção ao que se passa, incluindo o que o júri tem para dizer, vão perceber como tudo encaixa na visão geral da revolução. Um violador não será apenas um violador se for também um herói revolucionário, e isso vai afetar as opiniões do público e do júri.

Embora sejam casos interessantes, a sua apresentação não é tão positiva quanto poderia ser. Considerando a excelência do trabalho de voz durante a abertura cinemática, ficámos francamente desapontados quando percebemos que o resto do jogo exclui vozes, pedindo antes que o jogador leia grandes quantidades de texto, muito dele desnecessário ou aborrecido. Algumas sequências são apresentadas em estilo de banda desenhada, e funcionam bem, pelo que é ainda mais lamentável que o jogo falhe nesse departamento.

Nota ainda para o facto de termos encontrado alguns bugs, como um menu do qual não conseguimos recuar, e uma situação em que a pausa para aceder aos menus simplesmente não funcionou. Não foram erros graves, mas incomodaram. Mais positivo é o estilo visual, que encaixa bastante bem com o estilo de experiência que We. The Revolution tenta apresentar.

Trata-se de um jogo que mostra uma visão digna de um dos períodos mais violentos da humanidade, em particular, da História de França. Infelizmente está longe de ser uma experiência perfeita, ou de cumprir o seu potencial, mas tem qualidade suficiente para apresentar uma narrativa interessante com decisões difíceis e consequências reais. Se forem como nós, passarão imenso tempo a pensar no que poderia ter acontecido se tivessem feito escolhas diferentes, e por isso, vale a pena ter We. The Revolution em consideração se apreciam o género.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Mundo imersivo e deprimente. Dilemas morais. Narrativa expansiva. Equilíbrio delicado de mecânicas.
-
Tem demasiados elementos no ecrã. Tutoriais deviam ser mais claros. Muito texto para ler, e nem sempre de qualidade.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor