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análises de filmes

Vingadores: Endgame

O final épico e emocional que uma saga com 10 anos e 22 filmes merecia.

Deve ser difícil fechar o capítulo a uma das maiores - alguns dirão a maior - saga cinematográfica de sempre. Foram 22 filmes, divididos ao longo de uma década, que nos trouxeram até este ponto, um ponto que teve certamente os seus riscos. Os irmãos Russo, não só abraçaram esse risco, como o levaram mais longe. Basta olhar para a prequela deste filme, Guerra do Infinito, e para o seu final chocante, para percebermos que para os irmãos Russo, vale tudo. Foi também um risco porque estamos a falar de filmes com temáticas e estilos diferentes, algo que tem de ser em parte atribuído aos vários diretores que trabalharam na saga, como Jon Favreau, Joss Whedon, James Gunn, Kenneth Branagh, e Anna Boden, entre outros. Conseguir ligar tudo isso de forma coesa deve ter sido um desafio hercúleo, e como tal, também extremamente recompensador, não só para quem trabalhou no filme, mas igualmente para quem tem acompanhado a saga ao longo dos anos.

Vingadores: Endgame é também um marco para o cinema, no sentido em que uma operação desta magnitude, como a que foi orquestrada pela Marvel Studios, nunca aconteceu antes, e dificilmente voltará a acontecer no futuro, sobretudo próximo. Desde o primeiro filme oficialmente lançado pela Marvel, Homem-de-Ferro, até Vingadores: Endgame, muito mudou, e não estamos a falar apenas das personagens e das histórias, mas do género de filmes de super-heróis em si. Este tipo de filmes explodiu em popularidade, começou a levar-se a ele próprio mais a sério, e como consequência, os espetadores também os começaram a levar mais a sério. É por isso que muitos investiram 10 anos desta saga, um investimento que dá frutos em Endgame.

Mais do que super-heróis, estas personagens tornaram-se pessoas 'reais', com emoção, vida, e personalidade. É isso que é tão bem retratado em Vingadores: Endgame. Sim, é um filme de super-heróis, mas é acima de tudo uma história sobre pessoas, os seus sentimentos de perda, e o que estão dispostos a fazer para inverterem a situação. Não vão encontrar o grupo nuclear dos Vingadores (Homem-de-Ferro, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Capitão América, Hulk, e Thor) com a sua disposição habitual, mas antes um grupo de indivíduos que está a sofrer pelo que perderam e porque não conseguiram impedir Thanos. São heróis, são super, mas também são humanos, e é essa humanidade que fala mais alto neste filme.

Avengers: Endgame

Trata-se de uma peça cinematográfica genuinamente épica, no seu sentido literal. Vingadores: Endgame é a narração poética de feitos heróicos, de uma mitologia própria que foi criada em dezenas de anos de banda desenhada, e uma década de cinema. Este filme é o culminar de tudo isso, o fim extraordinário de uma saga épica, de um ciclo tremendo para o cinema e para o género. Isto não quer dizer que a Marvel e o "MCU" não vão continuar, porque vão, mas Endgame é realmente o fim de um ciclo, embora outro esteja já a ser preparado (Black Panther 2 já foi confirmado, Homem-Aranha: Longe de Casa estreia este ano, e não serão os únicos).

Endgame é também um filme imprevisível, cheio de surpresas, reviravoltas, e momentos de levar o queixo ao chão. É uma tapeçaria formada por inúmeras personagens, realizadores, argumentistas, diretores, e certamente, milhares de outros indivíduos de que de uma forma ou outra contribuíram para o MCU. E sim, é também um filme longo, acima das três horas de duração se contarem com os créditos finais.

Ao longo destas três horas, Endgame apresenta vários estados de espírito, mas é um filme emocional, onde o risco é mais alto que nunca para estes heróis da Marvel. Existem momentos devastadores para os fãs de algumas destas personagens, mas também momentos que os farão saltar de alegria, tudo de certa forma moderado por vários rasgos de humor. É um equilíbrio quase perfeito, que fazem com que as três horas de filme pareçam duas, e que está também salteado com muitas referências para os fãs. É um filme colossal, um clássico instantâneo, sobretudo em conjunto com Guerra do Infinito, que é extraordinariamente corajoso.

É um filme que vai ter um impacto tremendo em muitos fãs, e parte desse impacto será causado pelas surpresas. É por isso que não estamos a detalhar a história ou os eventos do filme. Os irmãos Russo fizeram questão de guardar a narrativa do filme a sete chaves, e não seremos nós a estragar o seu desejo, de que os fãs possam apreciar o filme que criaram sem qualquer ideia do que vão encontrar. Uma palavra também para o trabalho fenomenal dos argumentistas, Christopher Markus e Stephen McFeel. O filme não é perfeito, mas o que este duo conseguiu, em conjunto com os irmãos Russo, é impressionante. Poucos teriam tido a capacidade de ligar tantos filmes, personagens, e eventos de forma tão coesa, surpreendente, e empolgante. Mal podemos esperar para o ver de novo.

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