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Total War: Three Kingdoms

Total War: Three Kingdoms

Campanhas épicas à altura da obra-prima literária histórica Romance dos Três Reinos.

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Temos andado a seguir o próximo capítulo de Total War há já algum tempo. Em entrevistas feitas anteriormente à Creative Assembly, foi notável o ênfase dado às personagens do modo campanha e por isso, o potencial de Three Kingdoms é enorme, especialmente se tivermos em conta que este jogo tem como base o épico chinês Romance dos Três Reinos. Assim, estávamos deveras empolgados com a visita aos estúdios da Creative Assembly em Horsham, Inglaterra, para verificar se o título iria incluir o drama, a intriga e a barbaridade nas quais assenta o romance original.

Em primeiro lugar, quisemos saber mais sobre a campanha e as magníficas personagens do jogo. Vão encontrar cerca de 100 personagens históricas espalhadas pelo mapa, cada qual com características específicas, as quais vão ser influenciadas pela classe da personagem. As classes são vagamente baseadas nas personalidades das pessoas descritas no épico literário, tais como o astuto Cao Cao ou o honorável Liu Bei; as cinco classes vão influenciar o vosso batalhão de formas diferentes. Ter um estratega no vosso exército permitir-vos-á, por exemplo, estabelecer formações mais complexas das vossas unidades, enquanto que os campeões são melhor utilizados em duelos e a eliminar outros heróis. A Creative Assembly está a fazer um excelente trabalho até agora de forma a tornar as personagens credíveis e reais.

Contudo, verificámos que não são somente as personagens que controlam diretamente que irão ter um papel significativo durante a campanha, dado que podem enviar espiões de forma a infiltrarem outras fações, embora vos seja impossível controlar a posição que estes vão ocupar. Pawel Wojs, Diretor de Arte do projeto, revelou-nos que não nos cabe decidir se o nosso espião se torna governador - podem, por exemplo, infiltrar Cao Cao e esperar que ele ocupe tal posição. É benéfico enviar personagens fortes para fora, mas a partir desse ponto não os poderão reutilizar de forma a que trabalhem com a vossa fação. O risco que correm é que ele possa ser executado, ou libertado, ou enviado até vós enquanto espião, sem que os jogadores saibam. Ou seja, uma personagem que passe muito tempo com os inimigos pode decidir voltar-se contra vós.

Wojs adiantou igualmente que cada espião tem um parâmetro de infiltração que pode ser aumentado com o tempo. Ao infiltrar outra fação, ele começa a estabelecer relações com outros indivíduos. Se o jogador decidir investir contra esta fação, o parâmetro de infiltração do vosso espião desce e os inimigos começam a suspeitar. Se o disfarce for por água abaixo, o vosso espião será capturado. Assim, quanto mais tempo passarem infiltrados, mais fortes vão ser as ações que podem desempenhar. Por exemplo, se o vosso espião for governador, ele poderá entregar-vos a província sobre a qual rege; o mesmo acontece se for um general, pois poderá oferecer-vos um exército de mão beijada.

Podem desencadear uma panóplia de ações e infiltrar exércitos inimigos, o que permitirá criar desenlaces muito interessantes pois pode acontecer-vos o mesmo, segundo Wojs. Poderão vir a descobrir que um dos vossos generais mais fiéis é, na verdade, um espião que trabalha para um adversário. Ou podem, em teoria, adotar um espião que pode vir a ser o herdeiro da vossa fação e que, uma vez que obtenha controlo, poderá criar uma guerra civil. A espionagem permitir-vos-á dar um golpe de estado e obter controlo sobre uma fação.

Isto soa tal e qual as intrigas pessoais e políticas do Romance dos Três Reinos. Com o desenrolar das nossas conversas com os criadores, parece ser cada vez mais tangível que o que afirmam corresponde de facto à realidade, na medida em que as personagens irão ter as suas próprias preferências, amizades e inimigos pessoais com o decorrer da campanha, fatores que vão ser impactantes na vossa estória. Se a Creative Assembly acertar com as mecânicas de Inteligência Artificial, as personagens e o sistema de espionagem vão acrescentar mundos e fundos ao fator estória de cada campanha de Three Kingdoms.

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Em relação ao mapa, foi-nos dada a possibilidade de sobrevoarmos uma das regiões e pareceu-nos enorme. Mais, para além de nos parecer maior que outros jogos da série, a geografia da China desdobra-se aqui em desertos, florestas e cordilheiras montanhosas ao invés do largo mar no meio do mapa ao que nos habituámos noutros jogos Total War. De acordo com o Director de Comunicações de Projecto Al Bickman, podem esperar cerca de 60 províncias e mais de 100 regiões, que vão desde o Vietname até à fronteira da Mongólia. Tudo isto providencia uma multitude de opções aquando da criação de um estado separatista ou mesmo ao tentarem unificar todos os povos sob o estandarte do Imperador Han.

Ao observarmos certas cutscenes reparámos que alguns dos rios mais extensos parecem navegáveis, e que neles flutuavam navios mercantes. Uma das incógnitas mais pertinentes tem que ver com a possibilidade de existirem batalhas navais no jogo (no romance, a batalha decisiva passava-se na água), pelo que de momento ainda não sabemos se tal será exequível. Um dos Designers de Jogo, Attila Mohacsi, revelou-nos que historicamente as tropas eram colocadas em embarcações nos rios maiores, e que estes iriam ter uma abordagem diferente no jogo, mas nada mais nos quiseram adiantar.

Ficámos também a saber que existirá um ciclo de dia/noite, uma estreia num título Total War e, como tal, vamos assistir a batalhas diurnas e noturnas. Perguntámos se diferentes regiões vão providenciar unidades distintas - tal como noutros Total War - mas os programadores revelaram-nos que o recrutamento será feito somente às personagens e não às regiões. As unidades disponíveis dependem da classe das personagens; por exemplo, a classe Vanguard tem acesso a cavalaria de choque e corpo-a-corpo, mas outras unidades existem dependendo da vossa progressão no jogo e o quão estudaram novas tecnologias. Campanhas multiplayer para dois jogadores vão estar presentes sem, no entanto, um modo específico cooperativo ou versus - embora o sistema de infiltração vos permita apoiar ou trair o outro jogador, o que por si é vantajoso.

Por fim, passámos algum tempo a jogar numa emboscada noctívaga. O nosso objetivo era transportar o maior número de unidades possíveis (incluindo os nossos dois heróis) para uma zona de segurança no mapa. A nossa primeira tentativa em modo de dificuldade normal foi um sucesso, à medida em que dizimávamos a primeira vaga de atacantes momentos antes de subirmos a uma colina, onde pudemos utilizar o terreno para nossa vantagem, de forma a aniquilar a segunda e terceira vagas de adversários. Neste nível de dificuldade, as nossas habilidades táticas não foram testadas ao limite, por isso decidimos passar a um nível de dificuldade maior. E difícil este foi! Não conseguimos perceber se estava programado de antemão ou se foi a Inteligência Artificial a trabalhar, mas o inimigo foi mais rápido a alcançar posições estratégicas vantajosas e atacou-nos de lados diferentes, o que provocou o caos.

Ter a oportunidade de observar o terreno e as unidades foi um verdadeiro deleite, já que os guerreiros do período dos Três Reinos apresentam-se muito autênticos; a animação das unidades incrivelmente realista; as árvores e os edifícios ficam em chamas quando atingidas com setas em fogo e o cenário envolvente está repleto de detalhes e de cadeias montanhosas magníficas. Foi-nos dito que as unidades que controlámos eram adequadas a batalhas que decorrem com a campanha já avançada, já com muita experiência e armas melhoradas. As unidades adversárias tinham um aspeto

bastante diferente embora desprovidas de alguma cor. Esperemos que todos os campos de batalha tenham o mesmo nível de pormenor e não apenas o que nos foi revelado.

Se levarmos tudo isto em consideração, a batalha que travámos foi de um Total War num patamar bastante elevado e, se a Inteligência Artificial nas batalhas de campanha for consolidada, este poderá ser o melhor jogo da saga de sempre. Mais, dado que a produtora está a trabalhar numa banda sonora envolvente e com a opção de ter unicamente vozes oriundas da China, os fãs podem ter muito por que esperar. E o melhor de tudo é que o sistema de espionagem poderá acrescentar o tipo de mecânica de jogo que tornará qualquer campanha na sua própria versão do Romance dos Três Reinos.

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