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The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt - Impressões Switch

Será esta adaptação capaz de fazer justiça a um dos melhores RPG de sempre?

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Quando começaram a circular rumores de que The Witcher 3: Wild Hunt estaria a ser adaptado à Nintendo Switch, duvidámos da sua credibilidade. O facto de ser um jogo tão exigente a nível técnico, inclusivamente para PS4 e Xbox One, consolas bem mais poderosas que a Switch, levou-nos a acreditar que o RPG da CD Projekt Red nunca seria adaptado devido ao considerável trabalho de optimização que seria necessário, mas enganámos-nos.

A CD Projekt Red entregou o processo de adaptação à Saber Interactive, auxiliando o estúdio com partilha de informações sobre o motor gráfico e outros detalhes semelhantes. É incrível que um jogo desta magnitude esteja a correr na Switch, mas terão obrigatoriamente de existir compromissos. Isso levou-nos a abordar esta versão com algumas reservas, quando finalmente a experimentámos nos escritórios da Nintendo em Londres.

O resultado é surpreendente, mas antes de passarmos aos pormenores técnicos, permitam-nos recordar o jogo antes da conversão.

O jogo

The Witcher 3: Wild Hunt é, como o nome indica, o terceiro capítulo de uma saga. Existem muitos eventos anteriores que alimentam a história, mas ao contrário do que aconteceu com Witcher 2, este terceiro capítulo permite aos novatos uma entrada mais suave no seu mundo. O fio motivador da história é novo, e tudo o que pode não entender porque não jogou os anteriores, são meros pormenores ou conteúdo secundário - e mesmo assim terá acesso a um glossário recheado de informações, caso queira realmente enriquecer a experiência.

Em The Witcher 3: Wild Hunt irá jogar com Geralt of Rivia, um caçador de monstros que tenta encontrar Ciri, uma filha adotiva que lhe foi entregue ainda em criança como recompensa por um dos seus trabalhos. Esses trabalhos envolvem normalmente a matança de criaturas sobrenaturais, algo para o qual todos os Witcher treinam. Os Witcher são alvo de mutações em criança, que lhe conferem capacidades especiais, resistência à toxicidade de poções, e algumas habilidades mágicas limitadas. Uma das contra-partidas é que não conseguem ter filhos - o que dá ainda mais importância a Ciri.

Ciri tem ela própria habilidades especiais (e em partes até é uma personagem jogável), o que atraiu o interesse da implacável Wild Hunt, um grupo de elfos altamente poderosos que navegam num navio voador capaz de gelar o mundo. Isto levou Ciri a uma fuga, e agora Geralt tem a missão de a encontrar antes da Wild Hunt.

Pelo meio vão passar por uma série de aventuras, sobretudo se dedicarem tempo ao conteúdo secundário. Esse foi um dos pontos mais elogiados de The Witcher 3: Wild Hunt, a qualidade do guião e das missões, não só ao nível da história principal, mas do conteúdo secundário. Cada missão, por pequena que seja, tem algo interessante para contar ao jogador, e durante a aventura irão conhecer um vasto elenco de personagens memoráveis.

The Witcher 3: Wild Hunt

Em cima disso tudo existe uma guerra a decorrer entre dois impérios. Geralt não deve lealdade a nenhum deles, mas os efeitos dessa guerra serão visíveis durante todo o mapa principal, um mapa massivo com grutas, ruínas místicas, pântanos, naufrágios, florestas, aldeias, e até cidades. Existem ainda outros mapas para explorar, como as ilhas nortenhas de Skellige, ou a lindíssima Toussaint da expansão Blood & Wine - esta versão inclui todos os DLC e as duas expansões.

Ainda que não permita criar uma personagem de raiz, The Witcher 3: Wild Hunt é um verdadeiro RPG. Pode tomar várias decisões ao longo da história - algumas com consequências de longo prazo e inesperadas - e moldar Geralt ao estilo de jogo que preferir. Pode optar por especializar-se em combate, magia, ou alquimia, cada uma com os seus pontos fortes, ou então procurar um equilíbrio entre duas dessas disciplinas ou até mesmo as três. Em cima disso vai encontrar várias armas e armaduras, incluindo alguns conjuntos especiais que conferem atributos extra.

A conversão
The Witcher 3: Wild Hunt é um jogo fabuloso, mas como está afinal na Nintendo Switch? Durante a nossa visita, a CD Projekt Red foi bastante honesta e aberta quanto às mudanças que foram necessárias para colocar The Witcher 3 na Switch. Para permitirem que o jogo coubesse num cartucho Switch, reduziram a qualidade das texturas, baixaram a resolução das sequências de história e do jogo, e diminuíram a capacidade do sistema sonoro. Por outras palavras, existiram vários compromissos feitos, mas o mais importante - o conteúdo - está todo incluído no cartucho, até mesmo as expansões.

À semelhança do que acontece com as versões PS4 e Xbox One, a versão Switch tentará correr a 30 frames por segundo tanto quanto possível, embora existam momentos em que a fluidez de jogo será notoriamente afetada. Não detetámos nada que tivesse um grande impacto, mas é visível (as próprias versões PS4 e Xbox One tinham quebras de fluidez). A resolução geral foi reduzida, de 1080p para 720p, e em alguns momentos essa resolução pode descer automaticamente para os 540p, caso a consola demonstre dificuldades para manter uma fluidez razoável nos 720p.

Como tínhamos acesso às expansões, decidimos partir para uma batalha particularmente difícil de forma a testar os controlos e a jogabilidade. Sem revelar detalhes, podemos referir que enfrentámos uma das primeiras inimigas que vai encontrar em Blood & Wine, e o resultado foi impressionante. Existem óbvias diferenças gráficas entre esta versão e as outras, mas a nível de sensação, de jogabilidade, é praticamente idêntica. Isso é fantástico, e provavelmente o mais importante.

Do que vimos nestes momentos com a versão Switch de The Witcher 3, podemos dizer isto: Pode não ter o grafismo impressionante das outras versões, mas parece estar tão polido e optimizado ao nível de jogabilidade quanto as congéneres. A menos que encontremos problemas na versão final, parece-nos que os jogadores de Nintendo Switch têm razão para sorrir, já que terão finalmente acesso a um dos melhores jogos da geração - e ainda por cima com possibilidade de jogabilidade portátil, algo que não é possível em mais plataforma nenhuma.

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