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The Division 2

The Division 2 - Análise Inicial

Já passámos várias horas em Washington D.C., e queremos passar muitas mais.

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Através de um código disponibilizado pela Ubisoft, tivemos a oportunidade de começar a jogar a versão final de The Division 2 mais cedo, a 11 de março, e nestes últimos dias já conseguimos acumular um número considerável de horas de jogo. Isto além de dois eventos Preview e duas versões beta em que participámos. Por outras palavras, já jogámos imenso The Division 2, ainda que não o suficiente para partilharmos uma análise definitiva. De qualquer forma, sentimos que é importante partilhar as nossas impressões destas horas, antes de eventualmente publicarmos a nossa análise definitiva a todos os elementos que o jogo tem para oferecer.

Se tiveram a oportunidade de ler as nossas antevisões, já sabem que estamos impressionados com o detalhe gráfico e a escala de The Division 2. Estamos a falar de um jogo em mundo aberto massivo, onde é possível vasculhar sistemas de esgotos, prédios, garagens, becos, lojas, e uma série de outras localizações. Tudo isto sem um único ecrã de loading, à exceção do carregamento inicial e do uso de viagem instantânea. Mais, The Division 2 é também um jogo em que podem partilhar a aventura com outro jogadores, e apesar de tudo isto, consegue apresentar um nível de detalhe impressionante.

Tecnicamente, é incrível que o jogo consiga apresentar tamanha densidade de pormenores, e mais que isso, variedade. As ruas estão cheias de lixo, carros destruídos, e barricadas, enquanto que cada edifício e localização inclui uma série de itens num contexto próprio: escritórios com computadores, monitores, e acessórios vários, cozinhas com panelas, frigideiras, garrafas, e assim por diante. É um nível de detalhe que vimos em poucos jogos, e que se estende ao próprio design da cidade.

Washington D.C. está cheia de monumentos e pontos de interesse, e muitos deles podem ser visitados. A Massive fez aqui um fantástico trabalho de arquitetura, oferecendo muita variedade e viva à cidade. Em cima de tudo isto, ainda existe clima dinâmico e um ciclo de noite e dia. É realmente um mundo impressionante, que merece ser explorado, e não apenas numa perspetiva visual. Existem mochilas, caixotes, e contentores com loot para descobrir em cada canto, além de mensagens telefónicas que contam pequenas histórias, caixotes com recursos especiais, e visões especiais de eventos construídos com tecnologia holográfica. O mundo está de tal forma preenchido que é fácil perder horas só a caminho das missões, enquanto conquistam postos de controlo, vasculham área por loot, participam em tiroteios aleatórios, e apanham colecionáveis.

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A jogaibilidade em si, e a base da experiência de jogo, é essencialmente The Division. É um jogo de ação na terceira pessoa à base de tiroteios, em que vão passar a maior parte do tempo atrás de cobertura. Os tiroteios são bons, as mecânicas de cobertura funcionam de forma fantástica, e o movimento da personagem é excelente, permitindo saltar por cima de muros, mesas, carros, e outros objetos. É uma experiência muito similar em termos de controlos, mas existem algumas diferenças que melhoram a jogabilidade como um todo.

Os inimigos são agora mais 'soft', e caem com maior facilidade. Os jogadores não gostaram muito das "esponjas" do primeiro jogo, em que os oponentes eram capazes de suportar imensos disparos. Isso ainda acontece em The Division 2, mas não de forma tão evidente. Os inimigos tendem a morrer com mais facilidade, mas para compensar essa alteração, também causam mais dano. É uma diferença ligeira, mas que melhora o ritmo da ação. Também gostamos que os inimigos agora incluam uma série de peças de armadura, que podem 'saltar' se sofrerem dano suficiente. Isso ajuda a justificar o facto dos inimigos suportarem tanto dano. Ou pelo menos é assim durante as primeiras horas do jogo, resta ver se o endgame muda algo.

The Division 2 é um jogo repetitivo por natureza, aliás, parece ser algo inerente ao género em si, mas até ao momento, isso é algo que ainda não nos incomodou, e existem vários motivos para isso. O mundo de jogo está recheado de atividades e sistemas, como bases para evoluir, projetos para cumprir, modificações, armas, e peças de armadura para criar, e uma série de missões. Ao nível dos tiroteios, também são mais variados que no primeiro jogo, com novos tipos de inimigos e comportamentos, incluindo várias facções diferentes em disputa com os agentes de The Division, mas também umas com as outras.

Já as missões, tendem a aproveitar bastante bem os espaços em que se passam, como uma enorme biblioteca com vários andares, ou o museu Nacional do Ar e Espaço, incluindo confrontos na sala de planetário. O facto do jogo atirar loot aos jogadores com grande frequência, significa que estarão a mudar de armas, armaduras, e até aspeto, regularmente. Em cima disto tudo, podem desbloquear várias habilidades, que também ajudam a variar a experiência de jogo. The Division 2 inclui ainda um sistema de loot boxes e micro-transações, mas tudo o que podem comprar com dinheiro, pode sair-vos durante o jogo, e limitam-se a itens cosméticos.

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The Division 2 não é, contudo, um jogo muito acessível. Em termos de jogabilidade, sim, é fácil de pegar e jogar, mas a quantidade de sistemas em funcionamento, e de tarefas para cumprir, pode ser algo esmagador durante as primeiras horas. É preciso também considerar um extenso sistema de estatísticas para armas, armaduras, e uma série de outro fatores. Isto é crucial para quem se quer dedicar a sério a The Division 2, já que permite aos jogadores afinarem a sua personagem e o seu estilo de jogo com grande perícia e controlo, mas se estão a começar, podem ficar assustados com tantos números e percentagens. Uma palavra ainda para uma sala de tiro, na Casa Branca (é a base principal), que permite testar armas numa série de contextos, incluindo a dificuldade dos alvos. Aqui terão informações sobre dano por segundo, tempo para matar, e outros fatores.

Vão também já encontrar opções para a criação de clãs (precisam de quatro jogadores para a sua formação), e isso dará acesso a uma ala própria na Casa Branca, bem como funções para a criação de um emblema, e uma série de objetivos, desafios, e recompensas próprias. Caso não tenham um clã, podem procurar por clãs já existentes, com descrição do tipo de conteúdo que pretendem fazer (PvP ou PvE, casual ou hardcore, e assim por diante).

O aspeto mais negativo de The Division 2, até ao momento, é a história. Honestamente, está a ser difícil acompanhar tudo o que se passa, e em grupo, especialmente, a história passa completamente despercebida. O que conseguimos apanhar aqui e ali também não nos pareceu muito interessante, e as personagens não são particularmente memoráveis.

Já vimos muito de The Division 2, suficiente para vos dizer que é um shooter looter bastante sólido, e uma aposta segura em termos de solidez de jogo e conteúdo. Falta, contudo, ver o que o jogo tem reservado a nível de endgame, e como funcionam realmente as Dark Zones e os modos PvP, e normalmente, é esta jogabilidade de nível máximo que determina o sucesso de um jogo deste género. Não percam então a nossa análise durante a próxima semana, já depois de explorarmos a fundo tudo o que The Division 2 tem para oferecer neste momento.

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