Investigações da BBC e do Financial Times encontram ligações russas por trás dos ataques incendiários cometidos em maio do ano passado em propriedades ligadas ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Dois homens foram condenados, enquanto relatos apontam para um usuário do Telegram de língua russa conhecido como "El Money", que supostamente dirigiu e contratou os incêndios.
O suposto responsável foi, ao mesmo tempo, ligado a uma rede online pró-Kremlin. Segundo a TV pública, "El Money" estava ligado ao NoName, um grupo ativista/hacktivista acusado de amplificar mensagens de extrema-direita, anti-imigrantes e anti-Islã para alimentar a agitação no Reino Unido. No entanto, algumas fontes como o The Guardian afirmam que a polícia não encontrou evidências diretas ligando o próprio Estado russo.
Apesar disso, o caso está sendo apresentado como parte do sabotagem mais ampla da Rússia e da chamada atividade da "zona cinzenta" (ação hostil que fica entre a diplomacia normal e a guerra aberta) na Europa. Mesmo que os atacantes tenham mirado na casa de Starmer, os investigadores afirmam que o objetivo era maior: criar medo, desordem e turbulência política dentro do país. A embaixada da Rússia nega qualquer envolvimento no caso.