Reação da Federação Marroquina de Futebol ao título da AFCON: Não teve a intenção de "questionar o desempenho das equipes"
Marrocos explica que o objetivo deles, com o apelo bem-sucedido, era respeitar "estabilidade, consistência e credibilidade das competições".
A chocante decisão do Tribunal de Apelação da CAF de anular a final da AFCON 2025 há dois meses e declarar o Marrocos vencedor após desclassificar o Senegal por deixar o campo em protesto contra uma decisão do árbitro (mesmo que depois tenham vencido a partida) foi recebida com satisfação pela Federação Real Marroquina de Futebol, que afirmou que seu objetivo era a aplicação das regras.
"O apelo vai além da combinação específica. Trata-se da interpretação de disposições essenciais para a estabilidade, consistência e credibilidade das competições como um todo, e não tem a intenção de 'rejogar a partida' ou questionar o desempenho das equipes envolvidas", disse a Federação Marroquina de Futebol a veículos como o RMC Sport.
"Nosso foco nunca foi desafiar o desempenho esportivo, mas sim exigir a aplicação das regras da competição", reiterando seu compromisso com "a clareza do quadro competitivo e a estabilidade do futebol africano."
A CAF baseou sua decisão nos Artigos 82 e 84 das regras da AFCON: "Se, por qualquer motivo, um time se retirar da competição, não se apresentar a uma partida, ou se recusar a jogar ou deixar o estádio antes do fim regular da partida sem autorização do árbitro, será considerado mais flexível e será eliminado definitivamente da competição atual."
No entanto, a decisão foi recebida com reações muito extremas de quem é a favor e contra, com o Senegal falando de um "escândalo" e alertando que irão recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte. Eles também se recusam a devolver a taça ou a pagar o bônus até que a CAS decida sua decisão, algo que pode levar meses.
