Presidente cessante do FC Barcelona, Joan Laporta, denunciado por um membro com múltiplos crimes financeiros
Laporta afirma que o objetivo é desacreditá-lo antes das próximas eleições presidenciais.
O ex-presidente do FC Barcelona, Joan Laporta (que renunciou este mês como requisito para concorrer à reeleição no próximo mês) foi denunciado ao Tribunal Nacional da Espanha por vários crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e cobrança de comissões indevidas. A maior parte da equipe diretiva de Laporta, incluindo o presidente interino Rafael Yuste, também foi citada na denúncia, que foi apresentada na última sexta-feira por um membro do clube, conforme reportado pelo El Periódico (via EFE).
A denúncia inclui 38 documentos e detalha uma suposta rede de empresas, algumas sediadas na Espanha, outras em Chipre, Dubai, Croácia e Estônia, que "coletaram comissões ilícitas pagas em jurisdições opacas", conforme relatado. De acordo com a denúncia, esses fundos foram então reintroduzidos e lavados por meio de negócios aparentemente legítimos, e os documentos apontam para contratos com a Nike e a construção do novo estádio.
O FC Barcelona respondeu em comunicado que as informações em que a denúncia foi feita são "falsas e baseadas em documentos presumivelmente falsos ou altamente manipulados" e que estudarão tomar medidas legais contra o jornal, que "publicou a matéria sabendo irrefutativamente que a alegação se baseia em informações falsas e sem levar em conta a versão dos fatos do Clube, que foi devidamente recebida."
Laporta também disse na Rádio Catalunha que a denúncia foi feita com o objetivo de prejudicar sua imagem no período pré-eleitoral: "Eles vêm tentando difamar o processo eleitoral, o Barça, há algum tempo, e a estratégia começou na mídia e agora está em uma dimensão legal."
Nos próximos dias, o Tribunal Nacional da Espanha terá que distribuir essa queixa a um juiz, que decidirá se a admite para processamento ou a rejeita.
