Os smartphones são os responsáveis pela queda nas taxas de natalidade, pelo menos de acordo com esses estudos
Dois novos artigos relacionam a adoção de smartphones à queda nas taxas de natalidade nos EUA e em 128 países.
Não há dúvida de que os smartphones mudaram nossas vidas. Mas quanto dessa mudança foi ruim e quanto foi bom?
Segundo relatos do The New York Times e Digital Trends, os smartphones são os responsáveis pela queda nas taxas de natalidade nos EUA e em 128 países.
O iPhone original só funcionava na rede da AT&T, e isso deu aos pesquisadores um experimento natural. Condados com forte cobertura da AT&T tiveram acesso antecipado a smartphones, enquanto os condados sem cobertura em grande parte não tiveram. Comparando dados de fertilidade entre esses dois grupos, os pesquisadores concluíram que o acesso ao iPhone causou até metade da queda na taxa de natalidade nos EUA entre 2007 e 2011, com o efeito mais forte na faixa etária de 15 a 24 anos.
E o motivo? Os pesquisadores apontam uma mudança para o afastamento da socialização presencial, maior acesso à pornografia e maior conscientização sobre contraceptivos e opções de aborto.
Um estudo separado adotou uma visão mais ampla. Nesse estudo, os pesquisadores analisaram dados do Banco Mundial abrangendo 128 países e descobriram que as taxas de fertilidade entre adolescentes caíram drasticamente quando os smartphones se tornaram comuns, independentemente das diferenças nos sistemas de saúde, religião ou condições econômicas. Nos EUA, eles constataram que os condados com banda larga mais rápida e cobertura 4G apresentaram quedas mais acentuadas nas taxas de natalidade entre adolescentes.
Mas, como esperado, nem todos estão convencidos, apesar dos resultados desses dois estudos. O economista do Baruch College, Theodore Joyce, aponta que as taxas de natalidade entre adolescentes já estavam caindo antes de 2007, e diz que a hipótese do smartphone, embora plausível, ainda não foi comprovada.
