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O técnico do Irã denuncia que é o time mais oprimido da história da Copa do Mundo

O Irã estreou na Copa do Mundo com um emocionante empate de 2 a 2 contra a Nova Zelândia, que aconteceu sem incidentes, mas jogadores e equipe não tiveram vida fácil.

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O Irã finalmente fez sua estreia na Copa do Mundo em Los Angeles, uma partida que ocorreu sem incidentes após meses de incerteza sobre a participação do Irã na competição de futebol nos Estados Unidos, enquanto a guerra ocorre desde 28 de fevereiro, podendo terminar nesta sexta-feira, 19 de junho, se o acordo de paz anunciado entre Washington e Teerã for respeitado.

A partida acabou sendo uma das mais emocionantes até então, terminando 2 a 2, com a Nova Zelândia assumindo a liderança cedo, mas o Irã empatando, deixando a porta aberta para surpresas (a outra partida do Grupo G entre Bélgica e Egito também terminou empatada).

O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, denunciou em sua coletiva de imprensa o tratamento recebido pela equipe ao entrar no país, chamando-a de "desastre logístico". "Eu diria que a seleção iraniana é talvez a equipe mais oprimida da história do cenário internacional. O presidente da federação não está aqui. O diretor da equipe não está aqui. O diretor interno da equipe não está aqui. A mídia não está aqui", disse Ghalenoei (via RCM Sport), referindo-se ao presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, ao diretor Mehdi Kharati, ao secretário-geral da Federação, Hedayat Mombini, e ao diretor de mídia Mohsen Motamedkia, todos eles com vistos negados pelos Estados Unidos.

"A forma como fomos tratados, tanto na chegada tardia quanto antes e depois da partida, acho que a situação está ficando mais complicada a cada dia".

Protesto político no estádio contra o regime iraniano

Os jogadores iranianos estão enfrentando dificuldades maiores do que a maioria dos outros times. A RMC Sport também informou que dois jogadores da equipe, incluindo o capitão Mehdi Taremi, foram submetidos a verificações de segurança reforçadas no aeroporto de Los Angeles quando voltaram para sua sede no México no mesmo dia da partida, e enquanto os demais jogadores estavam no avião, eles ainda estavam nas verificações de segurança, causando atraso no voo.

A partida também foi uma oportunidade para a grande comunidade iraniana em Los Angeles (às vezes chamada de "Tehrangeles") protestar contra o regime, com muitos exibindo bandeiras com um leão empunhando uma espada, bandeiras da pré-Revolução Islâmica de 1979, que deu início ao khomeinismo. Todos os torcedores do Irã no estádio eram imigrantes ou filhos de imigrantes, já que nenhum iraniano podia viajar para os Estados Unidos.

Antes da partida, o Ministro dos Esportes iraniano, Ahmed Donyamali, ameaçou suspender o restante das partidas caso houvesse cânticos ou manifestações políticas nas arquibancadas, mas, apesar de carregar bandeiras, a partida ocorreu sem incidentes.

O técnico do Irã denuncia que é o time mais oprimido da história da Copa do Mundo
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