O presidente da Nicarágua, Ortega, afirma que "não haverá mais eleições no país"
Ortega e sua esposa governam o país juntos desde 2007, e desde então o país é considerado uma ditadura.
Daniel Ortega é presidente da Nicarágua há mais de 20 anos, além de um mandato presidencial anterior na década de 1980, após chegar ao poder após a revolução sandinista contra Somoza. No entanto, durante as últimas eleições em 2021, a comunidade internacional já estava em alerta após a ordem de prender opositores e rivais do governo, acusando-os de incitar agitação social.
Em 2025, Ortega realizou uma série de reformas constitucionais para nomear sua esposa, Rosario Murillo, 'co-presidente' e estender o mandato presidencial para seis anos. Ele e sua esposa controlam praticamente todos os aspectos do governo, incluindo as forças armadas e o judiciário. E agora ele deu o golpe final à democracia machucada da Nicarágua.
Ortega, de 80 anos, declarou ontem que "não haverá mais eleições" no país. "Já se foram os dias em que partidos apoiados pelos ianques (os Estados Unidos) e pelos Somocistas retornavam ao poder; nunca mais", afirmou ele em um discurso televisionado, noticiado pela Reuters.
O governo Trump rotulou o governo Ortega de ditadura e impôs sanções a mais de 2.350 autoridades nicaraguenses e suas famílias. Com líderes da oposição também exilados nos Estados Unidos, parece que até que os EUA assumam uma posição firme contra o governo de Ortega e Murillo, essa ditadura militar de duas cabeças continuará a governar a Nicarágua.
