O exército iraniano desvaloriza as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre negociações de paz em andamento, dizendo que Washington está "negociando consigo mesmo".
"O nível da sua luta interna chegou ao ponto de você negociar consigo mesmo?" disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz das forças armadas do Irã, em comentários reportados pela BBC. "Não chame seu fracasso de acordo", acrescentou.
Trump, no entanto, insistiu que as negociações estão em andamento. Falando na Casa Branca, ele disse que os EUA estão em contato com as "pessoas certas" no Irã, que ele afirmou querer um acordo "desesperadamente."
Reportagens da mídia dos EUA indicam que Washington enviou a Teerã um plano de 15 pontos via Paquistão, propondo que o Irã desmantele instalações nucleares, suspenda os programas de mísseis, reduza o apoio a aliados regionais e reabra o Estreito de Ormuz. Em troca, os EUA suspenderiam as sanções relacionadas ao nuclear e ajudariam o programa nuclear civil do Irã.
Autoridades iranianas, no entanto, negaram qualquer negociação direta. "Nenhuma negociação direta ou indireta ocorreu", disse Reza Amiri Moghadam, embaixador do Irã no Paquistão. Paquistão e Turquia parecem atuar como intermediários, transmitindo mensagens entre Teerã e Washington.
Em meio à incerteza diplomática, a ação militar continua. Israel realizou ataques contra infraestrutura iraniana em Teerã, supostamente matando 12 pessoas, enquanto o Irã disparou mísseis contra vários locais em Israel. Enquanto isso, os EUA estão enviando tropas adicionais para a região.