Novas regulamentações na China vão proibir acompanhantes de IA para menores
O país quer acabar com a erosão dos relacionamentos do mundo real e está impedindo que empresas de tecnologia promovam companheiros virtuais.
Novas regulamentações introduzidas na China impedirão que empresas de tecnologia ofereçam parceiros de IA para menores, esperando incentivar mais relacionamentos no mundo real e menos dependência de companhias virtuais. As novas leis também limitarão os relacionamentos com IA em uma escala mais ampla.
Segundo a ABC News Australia, essas regulamentações exigem que as plataformas limitem o uso de chatbots e impeçam que chatbots incentivem a dependência emocional. Eles também são obrigados a intervir se o usuário demonstrar sofrimento emocional. Segundo o especialista em políticas de IA Matt Sheehan, do think tank Carnegie Endowment for International Peace, essas novas leis, espera-se, impulsionem os cidadãos chineses a se envolverem mais no mundo real.
"As principais preocupações deles são que esses companheiros de IA, bots de chat de IA com quem as pessoas criam relacionamentos emocionais, possam ter todo tipo de impacto social potencialmente negativo e que as pessoas acabem se viciando neles," Sheehan disse.
Milhões de usuários de redes sociais protestaram contra as leis, pois estão prestes a perder seus parceiros. Usuários que criaram amigos, ou bots de IA de parentes falecidos, ou parceiros emocionais, dizem que perderam pilares essenciais de apoio em suas vidas. A maioria não acredita que esses relacionamentos com IA ocorram ao custo da interação humana, mas o governo chinês claramente discordaria.
