Durante a Gamelab, evento de videojogos de Barcelona, o Gamereactor teve oportunidade de entrevistar Tim Schafer, produtor e fundador da Double Fine. Conversámos sobre vários tópicos, incluindo a forma como o produtor olha para os videojogos e a eterna discussão sobre o seu mérito como arte:
"Penso que os jogos podem ser arte e podem fazer a ligação necessária com as pessoas de uma forma muito poderosa, mas apenas se forem puxar as ideias dentro de si mesmo e apenas se conseguirem manter-se fieis a si próprias. Não pode ser algo cozinhado por um comité ou criado por motivos de marketing."
Também questionámos Schafer sobre a hipótese do seu jogo mais recente, Broken Age, passar para outras plataformas:
"Gostávamos de estar em todo o lado. Na Double Fine tentamos fazer com que o nosso motor funcione em todos os dispositivos, mas neste momento estamos focados em PC, Mac, Linux, Ouya e iOS. A versão de iPad é muito boa porque na verdade até tem um pouco de arte extra." Quanto às consolas, "de momento é exclusivo Ouya em termos de consolas, pelo menos por enquanto, nunca sabemos o que pode acontecer no futuro."
Schafer tem manifestado grande apoio à Ouya, mas reconhecer que Sony e Microsoft têm feito por se adaptarem ao contexto atual e estão a abrir as suas plataformas às produtoras:
"Mais entusiasmante que qualquer avanço tecnológico do hardware desta geração, são os avanços dos modelos de negócio. Isso deixa-me realmente entusiasmado, no sentido de permitirem às pequenas produtoras auto-publicarem-se nas consolas."
Podem ver a entrevista completa com Tim Schafer em baixo, em vídeo e em inglês.