Hideo Kojima esteve presente este fim de semana Comic-Con 2019 em San Diego, onde falou sobre Death Stranding, o seu mais recente projecto. Ao lado de Nicolas Winding Refn, realizador e seu amigo, o lendário produtor japonês deixou-nos com alguns momentos que só poderiam ser protagonizados por si.
Primeiro, Kojima revelou que Keanu Reeves foi um dos actores sugeridos para Death Stranding, mas que a decisão de escolher Mads Mikkelsen já estava mais que tomada. Para além desta interessante troca de papéis, Kojima disse à plateia que ambiciona sempre criar algo novo e que evita ao máximo ideias já vistas.
"Não há razão para criar algo que já existe", disse Kojima. "Eu quero criar algo que inspire o mundo. Não quero criar algo que seja apenas consumido e digerido, mas sim algo que seja difícil de mastigar e digerir".
"Quando edito um jogo ou o Nicolas lança um filme, nós somos criticados ou elogiados. Mas iremos ser recordados daqui a 10 anos, tal como Blade Runner ou 2001: Space Odyssey".
Kojima vai mais longe e afirma que podia ter simplesmente criado um jogo onde os jogadores eliminam todos os seus adversários numa ilha, numa comparação clara ao género Battle Royale. "É a criatividade que move as civilizações. Estamos a viver numa era em que os algoritmos ditam a criatividade. E é importante combater isso", concluiu Kojima.
De acordo com Kojima, Death Stranding é sobre a "forma como nos relacionamos", um paralelo interessante à sua saída da Konami e ao seu recomeço do zero, agora sozinho e com o seu próprio estúdio. Veremos se Death Stranding consegue superar as expectativas no dia 8 de novembro, por agora em exclusivo na PS4.
