Será que os jogos de ação na primeira pessoa, os chamados "FPS" (First Person Shooter), danificam o cérebro dos jogadores? É o que sugere um novo estudo de uma universidade em Montreal, no Canadá, onde 100 participantes jogaram mais de 90 horas de jogos do género. Os testes terão depois indicado que estes jogadores apresentaram um défice de função cerebral.
O estudo indica que estes jogos ativaram a secção de "auto-piloto" no cérebro dos jogadores, literalmente reduzindo o tamanho do hipocampo, uma área do cérebro que transforma a memória de curto prazo em memória de longo prazo. Segundo o estudo, esta redução do hipocampo pode resultar em perca de memória e depressão, entre outros efeitos.
Depois destes testes, os participantes foram submetidos a outros testes, desta vez envolvendo puzzles 3D, o que aparentemente reforçou o hipocampo.
Preocupante? Bem, antes que comecem a atirar cópias do Call of Duty pela janela, vale a pena referir que alguns especialistas defendem que este estudo não é conclusivo, sobretudo devido ao número reduzido de participantes envolvidos.