Jogadores de tênis protestam sobre aumento insuficiente do prêmio por Roland Garros
O aumento do prêmio anunciado pela Roland Garros foi feito sem consulta.
Os tenistas estão mais uma vez protestando contra o Grand Slams, os quatro maiores torneios do ano (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open), exigindo prêmios maiores para distribuir entre os jogadores. A número 1 do mundo da WTA, Aryna Sabalenka, chegou a sugerir que talvez precisem fazer um boicote como única forma de lutar por seus direitos.
A informação vem de um relatório da Tennis Majors, que afirma que os principais homens e mulheres do tênis, incluindo Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Aryna Sabalenka, Taylor Fritz, Daniil Medvedev, Cogo Gauff, Jessica Pegula e Iga Swiatek, se organizaram sob uma aliança informal chamada Project RedEye, reclamando especificamente de Roland Garros, após o Roland Garros decidir aumentar o prêmio em 9,5%, valor que consideram insuficiente dado o crescimento da receita do torneio, estimado em cerca de 14% ano a ano, e pior, uma decisão tomada sem consultar os jogadores.
As jogadoras observam que outros torneios ATP e WTA destinam 22% da receita aos prêmios das jogadoras, mas nos Grand Slams isso fica em torno de 13-15%, algo que consideram "um insulto". As jogadoras também pedem que os Grand Slams contribuam para o bem-estar das jogadoras (pensões, seguro de lesão, licença-maternidade), como já fazem as turnês ATP e WTA.
No ano passado, protestos semelhantes aconteceram que levaram ao aumento dos prêmios nos Grand Slams (o US Open aumentou o prêmio em 20% e o Australian Open 16%, o que contrasta com o aumento de 9,5% de Roland Garros, que irritou os jogadores este ano). Os protestos do ano passado foram liderados na época pela Associação de Jogadores de Tênis Profissionais (PTPA), uma organização fundada por Novak Djokovic e Vasek Pospisil. Pouco depois, Djokovic deixou a organização citando preocupações com transparência e governança.
