Jogador de tênis suspenso injustamente por doping está processando a WTA com um processo de 20 milhões de dólares
Tara Moore pede 20 milhões de dólares da WTA em compensação por encerrar sua carreira com uma proibição injusta de doping.
A tenista britânica Tara Moore, atualmente cumprindo uma suspensão de quatro anos por doping, agora processa a WTA por 20 milhões de dólares após provar que a sanção foi injusta e que a Women's Tennis Association fez com que ela perdesse sua carreira por negligência, não alertando as jogadoras sobre o risco de contaminação ao comer carne.
Moore foi suspenso em junho de 2022 após testar positivo para boldenona e nandrolona em um torneio em Bogotá. Ela negou ter consumido substâncias ilegais e, 18 meses depois, finalmente provou que o resultado positivo só vinha por comer carne contaminada, e não por drogas.
Um painel decidiu que ela era inocente e sua suspensão foi suspensa por um tribunal independente, mas apenas por alguns anos, entre 2024 e julho de 2025, quando o Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS) respondeu ao recurso da Agência Internacional de Integridade do Tênis e Moore recebeu uma nova sanção de quatro anos, válida até dezembro de 2027, após a suspensão dos 19 meses da suspensão anterior.
Agora, enquanto a suspensão continua, ela processou a WTA e pede 20 milhões de dólares em indenização, explicando que a culpa foi da WTA por não alertar as jogadoras sobre o risco de contaminação por comerem carne. Sua equipe jurídica observou que a WTA alertou sobre o risco de contaminação por consumo de carne em alguns torneios, mas não o fez no torneio em Bogotá, Colômbia, onde Moore testou positivo. Se a WTA tivesse avisado suas jogadoras, ela não teria comido aquela carne e sua carreira teria continuado.
"O sistema antidoping está quebrado. Eu sou a prova disso. Não para mim, pois já é tarde demais, mas para futuros jogadores que se encontrarem nessa situação infeliz", Moore, que agora tem 33 anos, postou nas redes sociais.
