Itália investiga homem de 80 anos por suposto "turismo de atiradores" em Sarajevo
O homem, ex-caminhoneiro que morava perto da cidade de Pordenone, no norte, é o primeiro suspeito identificado em uma investigação iniciada pelos promotores de Milan no ano passado.
Promotores italianos colocaram um homem de 80 anos sob investigação por alegações de que estrangeiros pagaram para atirar em civis durante o cerco de Sarajevo na década de 1990, disseram fontes com conhecimento direto do caso na quarta-feira (via Reuters). O homem, ex-caminhoneiro que morava perto da cidade de Pordenone, no norte, é o primeiro suspeito identificado em uma investigação iniciada pelos promotores de Milan no ano passado.
A investigação foca em alegações de que estrangeiros ricos participaram do chamado "turismo de atiradores" durante a guerra da Bósnia de 1992-95, supostamente pagando às forças sérvias bósnias para permitir que atirassem contra civis a partir de posições com vista para Sarajevo. O suspeito, que não foi identificado, enfrenta várias acusações de assassinato premeditado agravado por motivos comuns, embora os promotores não tenham esclarecido se ele está sendo acusado de envolvimento direto em assassinatos ou de prestar suporte logístico.
Cerca de 11.000 civis foram mortos durante o cerco de Sarajevo, muitos por bombardeios e tiros de atiradores de elite. A investigação italiana foi motivada por uma queixa judicial apresentada pelo jornalista e romancista Ezio Gavazzeni, que afirmou ter sido inspirado pelo documentário de 2022 Sarajevo Safari. A investigação, iniciada em novembro de 2025, despertou esperanças entre os sobreviventes de que os responsáveis possam finalmente ser responsabilizados...
