Infantino promete "levar pessoalmente um cachorro-quente e uma Coca-Cola" para o fã que comprar um ingresso para a Copa do Mundo por 2 milhões de dólares
Infantino defende o modelo de revenda de ingressos sem limites de preço para a Copa do Mundo: "operamos no país com o mercado de entretenimento mais desenvolvido do mundo".
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, mais uma vez defendeu os preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026, após uma polêmica surgir quando descobriram que alguns ingressos para a final estavam sendo revendidos por dois milhões de dólares. Ele explicou que a FIFA teve que se adaptar às leis dos Estados Unidos que permitem a revenda de ingressos em canais oficiais de revenda sem limite de preço, o que fez com que alguns ingressos fossem oferecidos por dezenas de milhares (e, em casos extremos, mais de dois milhões) de dólares.
Infantino até brincou dizendo que ele próprio levaria uma cocaína e um cachorro-quente para quem comprar um ingresso de dois milhões de dólares, ao falar na Conferência Global do Milken Institute em Beverly Hills na terça-feira. "Se algumas pessoas estão colocando ingressos para a final à venda no mercado secundário por dois milhões de dólares, primeiro, isso não significa que esses ingressos realmente custem dois milhões de dólares. E segundo, isso não significa que alguém vai comprar esses ingressos!"
"E se alguém comprar um ingresso para a final por dois milhões de dólares, eu mesmo levo um cachorro-quente e uma Coca para garantir que se divirtam", brincou Infantino, conforme reportado pela AFP, justificando o modelo porque os Estados Unidos são "o país com o mercado de entretenimento mais desenvolvido do mundo".
Segundo grupos de torcedores, os ingressos mais caros para a final da Copa do Mundo 2022 foram vendidos por cerca de $1.600, enquanto muitos ingressos para a final da Copa do Mundo 2026 estão sendo vendidos por cerca de $10.000.
