Heineken cortará 6.000 empregos após queda na demanda por cerveja
A cervejaria holandesa reduz sua força de trabalho e reduz a previsão de lucros em meio à mudança dos hábitos de consumo.
Heineken, a empresa holandesa por trás de marcas como Heineken, Amstel e Tiger, anunciou planos para cortar até 6.000 empregos globalmente nos próximos dois anos, quase 7% de sua força de trabalho. Conforme noticiado pelo The Guardian, a decisão ocorre enquanto a cervejaria enfrenta uma queda nas vendas de cerveja, especialmente na Europa e na América do Norte, impulsionada pelo aumento do custo de vida, escolhas conscientes da saúde e mudanças no estilo de vida dos consumidores. Os cortes afetarão tanto os cargos cervejeiros quanto os de colarinho branco entre os 87.000 funcionários da empresa.
As reduções de cargos ocorrem após a renúncia surpresa do CEO Dolf van den Brink em janeiro, que deixará o cargo em maio após seis anos no comando. Heineken afirmou que a reestruturação tem como objetivo melhorar a produtividade, gerar economias significativas e permitir investimentos no crescimento futuro. A empresa também reduziu sua previsão de crescimento de lucro para 2026 para 2-6%, abaixo do crescimento de 4-8% previsto para 2025, enquanto reportou uma queda de 1,2% no volume total de cerveja no ano passado.
Apesar das notícias, as ações da Heineken subiram até 4% em Amsterdã, refletindo o otimismo dos investidores de que medidas de redução de custos poderiam melhorar a eficiência. Quem assumir o próximo cargo de CEO enfrentará um ambiente desafiador, precisando navegar pela queda nas vendas e mudanças nas preferências dos consumidores, mantendo a lucratividade... Quanto à queda no consumo de cerveja, se quiser saber mais, vale a pena conferir o link a seguir.
