França, ou mais precisamente Paris, é o grande palco de Assassin's Creed: Unity, que retrata um dos períodos mais importantes da sua história - a grande revolução do século XVIII. Uma das personagens que vão conhecer durante a aventura é o líder revolucionário, Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.
Para os partidos de Esquerda, Robespierre é visto como uma espécie de herói, segundo indica o Independent.ie, apesar de estar indiretamente ligado a mais de 40,000 execuções durante a revolução. Isto motivou que Jean-Luc Melenchon, antigo candidato à presidência de França e líder da Frente de Esquerda, afirmasse o seguinte sobre AC: Unity:
"Isto é propaganda contra o povo. O povo é mostrado como bárbaros, como selvagens que só querem sangue. Um homem que foi o nosso libertador, a certo ponto é representado como um monstro. Isto é parte de uma conspiração capitalista e estão a insultar-nos para destruírem o que nos une enquanto franceses."
Melenchon não é o único político de Esquerda que teve algo a dizer sobre o jogo. Alexis Corbière, político e historiador, afirmou que os videojogos acabam por ensinar os jovens, e que portanto é necessário um debate público sobre a forma como estes jogos apresentam a história aos mais novos.
Até agora a Ubisoft limitou-se a afirmar que Assassin's Creed: Unity (e restantes capítulos da saga) é uma história de ficção, que não deve ser interpretada como uma lição de história.