Finlândia e Dinamarca também falam sobre expulsar a Espanha da área Schengen devido à crise migratória
Estima-se que mais de 50.000 migrantes tenham cruzado as fronteiras entre Marrocos e Espanha em Ceuta e Melilla.
A crise migratória em Ceuta e Melilla, enclaves espanhóis na costa do Marrocos, onde mais de 50.000 pessoas cruzaram a fronteira nadando ou em jangadas (41 delas morreram no processo, segundo os últimos números do governo espanhol), ecoou por toda a Europa. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foi a primeira a dizer que excluiriam a Espanha do espaço Schengen, que permite a livre circulação de cidadãos da União Europeia entre países.
Horas depois, foi Mari Rantanen, primeira-ministra da Finlândia, quem disse no X, anteriormente Twitter, que "a Espanha falhou completamente em proteger a fronteira externa do Espaço Schengen contra infiltrações" e afirmou que "países que não cumprem sua obrigação de proteger a fronteira externa não podem ser membros do Schengen".
E na sexta-feira, foi a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, quem disse que eles deveriam "considerar todas as opções", o que incluiria excluir a Espanha da área Schengen, o que significaria que viajantes vindos da Espanha precisariam de processos de segurança adicionais nas fronteiras (além de portar passaportes), ao contrário do restante dos cidadãos da UE.
"Está claro que a UE deve tomar imediatamente todas as medidas necessárias e considerar todas as possibilidades, incluindo a suspensão da cooperação Schengen", disse Frederiksen à agência de notícias dinamarquesa Ritzau, enfatizando a "ameaça" de imigração descontrolada para a Europa (via El País).
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que ordenaram o reforço dos controles na fronteira espanhola, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, instou a Espanha a devolver os imigrantes rapidamente. De acordo com um relatório recente do Ministério do Interior da Espanha, cerca de metade desses 50.000 migrantes retornou voluntariamente ao Marrocos.
