Fechar Grok e X é "capitalismo básico de compadrio", argumenta o CEO da Epic, Tim Sweeney,
Os apelos por banimento seguem Grok gerando imagens sexualizadas de mulheres e menores.
O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, entrou nos mares turbulentos de discussões sobre banir o Grok e a plataforma onde o chabot de IA é mantido. Após o recurso Imagine da Grok ter sido abusado por usuários do Twitter/X para criar imagens indecentes de crianças e sexualizar mulheres sem seu consentimento, houve pedidos para que o chatbot e o próprio X sejam banidos pelos governos.
Sweeney não concorda com nenhum tipo de proibição e acredita que todos os modelos de IA "saem dos trilhos" de vez em quando. "Todas as grandes IAs já documentaram casos de sair dos trilhos; todas as grandes empresas de IA fazem o possível para combater isso; nenhuma é perfeita. Políticos exigindo que os guardiões esmaguem seletivamente a empresa do adversário político é capitalismo de compadrio básico", disse ele no Twitter/X.
Muitos comentaram sob a postagem de Sweeney, perguntando se ele tem consciência do que está defendendo e explicando por que o conteúdo gerado por Grok simplesmente não era aceitável. "Defendo plataformas abertas, liberdade de expressão e aplicação consistente do Estado de Direito. As coisas ruins que as pessoas fazem com IA, eu não defendo, mas me oponho veementemente ao uso de algumas irregularidades para minar as liberdades de todos", explicou Sweeney.
O problema com a controvérsia do Grok Imagine é que é muito difícil ver como esse recurso não acabaria sendo abusado. Criar imagens de pessoas reais é um caso de uso perigoso, não importa o que aconteça, pois pode levar a desinformação e, neste caso, a abuso. Por isso, torna-se difícil defender isso como um recurso que tem seus benefícios apesar dos pontos negativos, já que os principais casos de uso parecem ser para esquisitos e, como mostram as recentes controvérsias de Grok.
Qual sua posição nesse debate?
