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Vampyr: Sangue, Vida e Morte nas ruas de Londres

Mergulhámos no mundo vampírico criado pelo estúdio de Life is Strange.

O Gamereactor deu um pulo até Paris para visitar a Dontnod, estúdio que nos trouxe Life is Strange e Remember Me. O seu projeto atual (além do já anunciado Life is Strange 2) é Vampyr, um RPG baseado em vampiros que se passa em Londres antiga. Infelizmente não tivemos a oportunidade de jogarmos, mas assistimos a uma demonstração em tempo real jogada pelos produtores.

Philippe Moreau, o diretor do jogo, apresentou-nos ao distrito de Whitechapel, zona onde o protagonista Jonathan E. Reid trabalha como médico do povo depois da guerra. Reid é também um vampiro 'fresco'. A estória vai passar-se em Londres, no ano de 1918, e mostra uma versão muito sombria e macabra da cidade. Logo nos primeiros segundos da demonstração reparámos em dois vultos num intenso nevoeiro, e logo de seguida um matou o outro com um disparo à queima-roupa. Imediatamente a Dontnod define o tom que pretende apresentar ao jogador.

Considerando que estamos a jogar com um vampiro, Vampyr passa-se sobretudo durante a noite (diz que o sol não faz muito bem à pele de um vampiro), e isso também implica que as ruas não são tão movimentadas como durante o dia. Como Vampyr não é um jogo densamente povoado, a Dontnod teve a liberdade para trabalhar mais nas personagens e nas suas particularidades. Em vez de algo como GTA ou Assassin's Creed, onde o grosso da população é formado por personagens aleatórias, Vampyr está mais próximo de algo como Witcher ou Skyrim, onde cada personagem é alguém específico. A maioria das personagens terá comportamentos próprios, segredos, e estórias, e podem afetar outras personagens.

Enquanto vampiros podem escolher entre poupar ou matar essas personagens, e se optarem por eliminá-las, vão interromper as suas estórias. Como exemplo, disseram-nos que, se matarem um homem casado, a sua mulher vai entrar em depressão, e isso pode ter outras repercussões - por vezes positivas. A questão é que, enquanto vampiros, têm de se alimentar do sangue destas personagens, e embora seja possível poupar a vítima, deixado-lhe sangue suficiente para sobreviver, isso irá limitar os poderes de Reid. Embora seja mais trabalhoso e difícil, a Dontnod garante que será possível acabar Vampyr sem matar um único cidadão.

Com o avançar do jogo, Reid terá acesso a um grande número de habilidades. Podem teletransportar-se - em forma de fumo - alguns metros, usar um sexto sentido vampírico, e até controlar a mente de outras personagens. Conforme jogam vão ganhando pontos de experiência, mas para os gastarem terão de descansar - o que significa que não podem evoluir a personagem assim que ganham pontos, ao contrário de outros jogos. E para que precisam dessas habilidades? Bem, além de outros vampiros e caçadores de vampiros, o jogador terá de lidar com uma força misteriosa que está a ressuscitar mortos como criaturas monstruosas.

Na missão que vimos jogada em Paris, o objetivo do Doutor Reid passava por descobrir informações acerca de uma personagem que lhe bloqueou passagem para um edifício. De forma a conseguir persuadir essa personagem, Reid decidiu fazer alguma investigação, interrompida durante o percurso por algumas criaturas. Uma boa oportunidade para o estúdio mostrar o sistema de combate, que complementa as habilidades sobrenaturais do doutor com várias armas mais tradicionais.

Como já referimos, vão encontrar vários seres sobrenaturais durante a aventura, e a maioria não será amigável para Reid. Contudo, os humanos serão um dos maiores inimigos do jogo, em particular da fação de caçadores de vampiros. Estes humanos, embora fisicamente mais fracos e sem habilidades sobrenaturais, estão treinados para combaterem vampiros, e têm à mão o equipamento necessário para liquidar Reid. O jogador terá de fazer uma boa gestão da barra de energia, que mesmo sem ser tão exigente como a de Dark Souls, é essencial para a execução de habilidades. Em momentos de maior dificuldade, Reid pode ainda libertar toda a sua raiva, num ataque especial que é tão devastador quanto espetacular.

Uma grande porção do jogo envolve diálogos e escolhas, e algumas serão difíceis, como nos foi mostrado durante a apresentação. Depois de conseguir entrar no edifício, Reid encontra uma doutora a operar um paciente, um paciente que está claramente em dificuldades. Reid oferece a sua experiência para ajudar, mas enquanto vampiro, não é fácil lidar com tanto sangue a ser exibido. Na apresentação que vimos, o paciente morreu, apesar do esforço de ambos. Existem várias decisões a tomar nesta sequência, mas depois de algumas palavras entre os dois doutores (que não iremos revelar), serão presenteados com a escolha de matar a doutora ou deixá-la viva. Se a matarem, todo o distrito vai perder acesso a cuidados médicos, e as doenças serão transmitidas com maior facilidade. Se a deixaram viva... isso pode ter outras consequências, que também não iremos partilhar aqui. O ponto que convém reter é que terão de tomar algumas decisões difíceis durante a aventura.

Antes de terminada a sessão, a Dontnod mostrou-nos uma versão de Londres que parecia algo saído de Bloodborne. As ruas estão cobertas de sangue, caos, e monstros, e aparentemente isso é o que pode acontecer caso sigam um percurso mais negro. Tudo está ligado - os habitantes, as suas estórias, as suas vidas, a doença, a experiência do jogos, as habilidades, e os monstros - tudo está ligado entre si, e tudo é afetado pelas ações e decisões do jogador. O destino de Londres está ligado ao destino do Doutor Reid, e mesmo que não tenha sido possível jogar desta vez, estamos com grande curiosidade para ver o que acontece a seguir.

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