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Xbox One X - Análise

Chegou a consola mais poderosa do mercado.

  • Texto: Mike Holmes e Ricardo C. Esteves

Não tem sido fácil o percurso da Microsoft e da Xbox nesta geração de consolas. Depois de uma excelente prestação da Xbox 360, a Microsoft tomou uma série de decisões em relação à sucessora que acabaram por se revelar desastrosas. A equipa na altura liderada por Don Mattrick retirou o foco aos videojogos, obrigou os jogadores a adquirirem o Kinect por mais 100 euros que a PS4, e a certo ponto ponderaram exigir ligação constante à internet. Em cima disso houve um ano de atraso em relação ao lançamento em vários países, como Portugal. Conclusão? A PS4 conseguiu atingir um embalo que neste momento é simplesmente inigualável.

Eram necessárias mudanças, e foi isso que Phil Spencer trouxe quando substituiu Don Matrick. Eventualmente lançaram uma versão da Xbox One sem o Kinect, e em 2016 libertaram a Xbox One S, uma consola que é ainda hoje apetecível considerando que incluiu HDR, suporte para Blu-Rays em 4K, e um preço acessível. Mas era preciso combater a PlayStation 4 Pro, e a exigência por uma consola capaz de suportar "jogabilidade 4K". Inicialmente apresentada como Project Scorpio, a Xbox One X surge como um projeto extremamente ambicioso da Microsoft, uma consola que em termos de Hardware é superior a todas as outras, e equipara-se a um PC de gama alta.

O seu valor em termos de componentes é inegável, mas será que vale a pena investir numa Xbox One X? A resposta não é simples, mas vamos tentar responder no texto que se segue.

O que é a Xbox One X?
É preciso deixar claro que a Xbox One X é uma consola que pertence à família Xbox One. O que isso significa é que, embora seja muito mais poderosa que a consola original, corre precisamente os mesmos jogos. Não é a próxima geração da Xbox, mas a versão mais poderosa da geração atual. O objetivo passa por permitir desfrutar dos mesmos jogos que a Xbox One, numa capacidade muito superior, à semelhança do que a PS4 Pro faz com a PS4. Resoluções mais altas, gráficos superiores, fluidez mais estável, é o que a nova consola pretende oferecer aos seus utilizadores com um preço de € 499.99.

Gostamos imenso do design da Xbox One X, muito mais elegante que o da Xbox One original. O exterior preto é sólido e encaixa bem numa sala de estar, com um tamanho reduzido em relação à One original. Mais impressionante ainda é o que está incluído lá dentro, a começar pela capacidade elétrica. Ao contrário da One original, a Xbox One X inclui um carregador de energia interno, ou seja, não precisa de um enorme apêndice que mais parece um tijolo.

A besta interior
A Xbox One X inclui um CPU personalizado da AMD, de oito núcleos, a 2.3 GHz. O GPU é composto por 40 unidades personalizadas a 1172Mhz, reforçado por uns impressionantes 12 GB de memória RAM GDDR5. A isto juntem o suporte para DirectX 12, tecnologia HDR, e um leitor de blu-rays 4K (algo que a PS4 Pro não tem). Por outras palavras, a Xbox One X é uma máquina portentosa, com um preço bastante modesto para todas as componentes que estão incluídas na sua elegante caixa preta.

Tudo isto foi construído para permitir jogabilidade 4K com suporte para HDR, embora seja necessário deixar bem claro que é necessária uma televisão que suporte estas características. Se for o caso, a diferença é evidente em vários jogos. Jogar Assassin's Creed Origins numa Xbox One normal, ou na Xbox One X com texturas 4K e HDR ligado, são duas experiências diferentes. Verdade seja dita que a Xbox One S já suporta o efeito HDR, mas a resolução aumentada da Xbox One X e respetivas texturas fazem a diferença.

Xbox One X vs PS4 Pro
A consola da Microsoft é claramente superior à consola da Sony, e isso nota-se em termos de capacidade gráfica. Embora ambas promovam "jogabilidade 4K", a verdade é que a maioria dos jogos PS4 Pro utilizam técnicas para esticarem a resolução até 4K, enquanto que a Xbox One X consegue atingir essa resolução nativamente com maior frequência. Outra grande diferença chega na qualidade das texturas. Devido às suas características, a Xbox One X consegue suportar texturas de qualidade 4K, ao contrário da PS4 Pro, o que confere uma qualidade de imagem superior na Xbox One X. Isto, contudo, introduz um novo problema.

Texturas e efeitos 4K são pesados, muitos pesados, e isso causou um aumento considerável na exigência dos jogos ao nível do disco rígido. A maioria dos grandes jogos requerem agora perto de 100 GB, ou até mais, o que significa que o disco rígido de 1 TB - que até aqui parecia ser suficiente para as exigências -, parece agora algo curto. Se estão a pensar apostar no formato digital, é bom que comecem a ponderar adquirir algum tipo de disco externo.

Ainda não conseguimos experimentar todos os jogos que queríamos, precisamente porque cada jogo demora agora imenso tempo a ser descarregado, mas os que testámos impressionaram. Assassin's Creed Origins, Quantum Break, ReCore, Elite Dangerous, Halo Wars 2, Forza Motorsport 7, e Minecraft, foram os títulos que experimentámos até ao momento, e só detamos ligeiros problemas com Quantum Break. Durante as sequências de vídeo reparámos pequenas pausas, que embora rápidas, foram suficientes para quebrar a imersão de jogo momentaneamente. Os tempos de loading pareceram-nos melhores em todos eles, e a maioria está agora mais estável que nunca. Percorrer o mapa de Halo Wars 2, por exemplo, é um processo mais fluído do que o era na One original.

O jogo que mais nos impressionou até ao momento foi Forza Motorsport 7. Mesmo na Xbox One original já era um jogo com excelente capacidade gráfica, mas na X é realmente sensacional. Os tempos de loading estão reduzidos (o que é uma bênção considerável), e o jogo está bem mais definido e 'limpo'. É uma qualidade de imagem muito superior, sobretudo se jogarem em 4K e com o efeito HDR. Existem outros jogos que apresentam diferenças gritantes, como Ark: Survival Evolved, e Middle-earth: Shadow of War, por exemplo, jogos que não experimentámos neste momento, mas que já vimos em ação.

À semelhança do que acontece na PS4 Pro, vários jogos também incluem opções sobre como podem aproveitar o poder extra da consola. Podem optar por melhorar o grafismo, ou aumentar a fluidez de jogo, por exemplo, passando dos 30 frames por segundo para os 60. Isto é algo que se nota mesmo numa televisão de 1080p, embora a consola exija uma televisão de 4K e HDR para realmente atingir o seu potencial. E também vale a pena referir que até vários jogos de Xbox 360, como Gears of War 3, aparecem melhorados na Xbox One X, com uma definição muito superior à original.

Conclusão

Foi isso que a Microsoft prometeu, uma consola para o entusiasta que quer os seus jogos na melhor qualidade gráfica possível sem investir num PC topo de gama. E é precisamente isso que a máquina oferece. O grande problema é que faltam os exclusivos, sobretudo recentes, que possam realmente demonstrar essas capacidades da consola. Sim, existe Forza Motorsport 7, Cuphead, e Super Lucky's Tale, mas sabem a pouco. Estamos curiosos para ver o que podem fazer Crackdown 3 e Sea of Thieves, mas esses só vão chegar em 2018. Em termos de jogos multi-plataformas, a Xbox One X oferece a melhor experiência possível em termos de consolas, mas sem mais exclusivos de grande capacidade gráfica, faltam ases na manga da Microsoft.

Ainda vamos jogar mais uns quantos jogos, e se for necessário, iremos atualizar este artigo com mais impressões, mas até agora, podemos dizer que estamos francamente impressionados com a máquina em si. Elegante, poderosa, e a um preço perfeitamente razoável para as suas capacidades, a Xbox One X parece-nos o estandarte perfeito para a visão de Phil Spencer e companhia, mas é preciso reforçar essa visão.São precisos mais jogos, mais exclusivos que apostem nas capacidades gráficas da consola, jogos que nos impressionem e que justifiquem o investimento numa consola de 500 euros e uma televisão UHD. A máquina cumpre o seu objetivo, agora é preciso o resto.