Empresa por trás da "ressurreição" do lobo gigante revela biovault congelado para espécies ameaçadas de extinção
A Colossal Biosciences planeja uma instalação sediada em Dubai para armazenar amostras genéticas de 10.000 espécies.
A Colossal Biosciences, empresa de biotecnologia conhecida por seus esforços para recriar animais extintos como o lobo-gigante, o dodô e o mamute lanoso, anunciou planos para construir um biovault em grande escala para espécies ameaçadas nos Emirados Árabes Unidos. A instalação, que será instalada dentro do Museu do Futuro de Dubai, armazenará milhões de tecidos congelados e amostras biológicas de cerca de 10.000 espécies, incluindo as 100 mais ameaçadas globalmente e nos Emirados Árabes Unidos.
A empresa sediada em Dallas afirma que o cofre terá um duplo propósito: apoiar pesquisas em conservação e biodiversidade, ao mesmo tempo em que preserva material genético que um dia poderá ser usado para restaurar espécies caso elas se extingam. O cofundador e CEO da Colossal, Ben Lamm, comparou o projeto ao Svalbard Global Seed Vault, argumentando que os animais precisam de um backup global semelhante, já que as taxas de extinção continuam a aumentar mais rápido do que os esforços tradicionais de conservação conseguem acompanhar.
Cientistas e grupos de conservação saudaram a ambição, mas alertaram que a criobanca sozinha não substitui a proteção das espécies na natureza. Especialistas enfatizaram a importância da governança, cooperação internacional e financiamento de longo prazo, observando que biobancos congelados são mais eficazes quando usados junto com estratégias de proteção de habitat e conservação ativa. A Colossal afirma que o local de Dubai é o primeiro de uma rede global planejada de biovaults voltadas para preservar a biodiversidade da Terra...