Cuba está preparada para um possível confronto militar com os Estados Unidos, apesar de considerar tal cenário improvável, disse o vice-ministro das Relações Exteriores Carlos Fernández de Cossío.
Seus comentários ocorrem enquanto as tensões aumentam após um bloqueio petrolífero imposto por Donald Trump, que aprofundou a crise econômica da ilha. Trump também intensificou a retórica nos últimos dias, sugerindo que esperava ter a "honra" de tomar Cuba.
"Não acreditamos que seja provável, mas seríamos ingênuos se não nos preparássemos", disse Fernández de Cossío, enfatizando que Cuba historicamente se mobilizou para a defesa nacional diante de uma possível agressão.
As negociações entre Havana e Washington começaram no início deste mês, mas autoridades cubanas rejeitaram qualquer sugestão de que o sistema político ou a liderança do país (sob Miguel Díaz-Canel) pudesse fazer parte das negociações.
Enquanto isso, oficiais militares dos EUA indicaram que não há planos ativos para uma invasão, sugerindo que o impasse atual permanece em grande parte retórico, apesar do aumento das tensões.