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Close to the Sun

Close to the Sun

Subimos a bordo do navio de Nikola Tesla para descobrir os seus segredos, mas nem tudo está bem no mundo da ciência.

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Ter ambição é importante, e nada parece ser tão ambicioso quanto construir um navio massivo para navegar por mares internacionais, tudo em nome da ciência. É isso que o famoso cientista Nikola Tesla faz neste jogo, enquanto tenta descobrir novos avanços na área. O nome do jogo, "Perto do Sol", lembra a derradeira viagem de Icarus, que voou demasiado próximo do sol e queimou-se, mas e a Storm in a Teacup? Será que o estúdio também voou demasiado perto do sol, ou terá concretizado a sua ambição?

Embora o estúdio tenha garantido que Close to the Sun não pretende ser outro "Bioshock", é difícil não comparar os dois jogos. Basta visitar o navio durante alguns minutos para de imediato se lembrarem do interior de Rapture, e o estilo art deco não será o único lembrete de Bioshock.

Em Close to the Sun vão assumir o papel de Rose Archer, uma jornalista que recebeu uma misteriosa mensagem da sua irmã, Ada, cientista a bordo de Helios, o navio de Tesla. Rose decide investigar o que aconteceu a Ada, mas em vez de encontrar uma embarcação cheia de cientistas, a jornalista encontra um navio danificado e cheio de corpos.

Não vamos revelar muitos detalhes sobre o enredo, mas oferece abordagens interessantes em termos de alternativas históricas, sobretudo com a ideia de Tesla ter criado a sua própria comunidade científica a bordo de um navio. Close to the Sun apresenta uma versão da história em que Tesla é absurdamente rico e tem uma rivalidade altamente competitiva com Thomas Edison, outro inventor histórico.

O jogo aborda alguns temas interessantes, mas nunca os explora com real profundidade, o que é uma pena. A aventura dura entre cinco a seis horas, e inclui colecionáveis e segredos em cada um dos 10 capítulos da história (mais o prelúdio). É pouco tempo, que não chega a ser suficiente para que as personagens se desenvolvam com a complexidade e profundidade que mereciam. Nikola Tesla não tem um papel tão determinante quanto gostaríamos, e a própria ligação entre Rose e Ada não foi detalhada ao ponto de verdadeiramente nos motivar.

A história desenvolve-se a grande velocidade, sempre avançado o jogador para uma nova parte do navio, e quando derem por isso, estarão a ver os créditos finais com mais perguntas que respostas. Existem alguns momentos fortes com Rose e Ada, mas a escrita de Rose não é a melhor, estragando o impacto de algumas cenas com piadas fora de tempo ou humor que não funciona. Não é o tipo de reação que esperamos de alguém que está na presença de tamanho horror e trauma.

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É um contraste estranho para o ambiente criado pela Storm in a Teacup, que é negro, assustador, e arrepiante. O jogo tem alguns momentos genuinamente assustadores, e através do cenário é capaz de enriquecer a história com detalhes, notas, e mensagens. Se têm estômago para situações de grande violência e horror, vão encontrar um ambiente bastante interessante em Close to the Sun.

O ponto alto do terror acontece durante sequências de perseguição, em que um inimigo tenta encontrar e apanhar Rose, que está indefesa. Não é nada de novo, que já vimos em jogos como Outlast, mas em Close to the Sun esse horror e urgência torna-se num exercício de frustração. Em certos momentos da perseguição é necessário pressionar num botão específico, indicado no ecrã, para saltarem por cima de obstáculos, mas o timing funciona mal, resultando na morte do jogador. Morrer vezes sem conta na mesma sequência porque o botão não está a registar dentro do tempo exigido, é um problema que substitui a tensão por irritação, o que não nos parece de todo a intenção.

Numa nota bem mais positiva, o design de Helios é fantástico. Como já referimos, recorre a um estilo art deco, muito luxuoso, com incentivos à exploração. É um ambiente altamente sinistro, onde luxo e glamour se misturam com sangue e horror. O navio tem vários corredores curtos, que transmitem grande sensação de claustrofobia, mas também vão visitar algumas áreas espaçosas que mostram bem as suas dimensões impressionantes.

É uma pena que as comparações com Bioshock sejam inevitáveis, já que não são favoráveis a Close to the Sun. Bioshock foi uma obra mestra, e em comparação, Close to the Sun parece limitado. A narrativa e as personagens deviam ter sido desenvolvidas com outro cuidado e com mais tempo, e a jogabilidade sofre imenso com as sequências de perseguição, mas no geral, acreditamos que ainda existem motivos para recomendar Close to the Sun. Se gostam de mistério, terror, exploração, e ambientes detalhados, vale a pena considerar este exclusivo da Epic Store, sobretudo se o apanharem numa promoção.

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06 Gamereactor Portugal
6 / 10
+
O design de Helios é fantástico, misturando beleza e horror. Narrativa partilhada de forma interessante pelo ambiente. Terror eficaz.
-
Sequências de perseguição são horríveis, dado a problemas com as mecânicas. Personagens e história por desenvolver mais a fundo.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor