Bancos do Reino Unido exploram alternativa doméstica ao Visa e Mastercard em meio às preocupações de Trump
Executivos municipais realizarão a primeira reunião sobre a criação de um sistema de pagamentos soberanos até 2030.
Executivos seniores do setor bancário do Reino Unido devem se reunir esta semana para iniciar os planos formais de uma rede nacional de pagamentos que possa operar de forma independente das gigantes americanas Visa e Mastercard. A iniciativa, presidida pelo CEO do Barclays UK, Vim Maru, visa reduzir a dependência de sistemas de cartões de propriedade americana diante de preocupações de que tensões geopolíticas possam atrapalhar o acesso.
Cerca de 95% das transações com cartão no Reino Unido são feitas pela Visa e Mastercard, segundo o Payment Systems Regulator. Aumentaram os temores de que futuras decisões políticas dos EUA (especialmente sob o presidente Donald Trump) possam ameaçar a infraestrutura financeira em países aliados, destacando vulnerabilidades em economias fortemente sem dinheiro vivo, como o Reino Unido.
O projeto, conhecido como DeliveryCo, é apoiado por grandes bancos como Santander UK, NatWest, Nationwide e Lloyds Banking Group, além de órgãos do setor. Espera-se que o Banco da Inglaterra ajude a projetar a infraestrutura, com o sistema potencialmente operacional até 2030. Autoridades enquadram a medida como uma construção de resiliência, em vez de uma resposta direta aos riscos políticos dos EUA.
Visa e Mastercard saudaram a iniciativa, afirmando que continuam comprometidos com o mercado do Reino Unido e apoiam a concorrência. Figuras do setor argumentam que, independentemente da política, estabelecer uma alternativa de pagamentos domésticos fortaleceria a segurança econômica e garantiria continuidade em caso de disrupções cibernéticas, operacionais ou geopolíticas...
