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Back 4 Blood

Back 4 Blood - Antevisão da versão Alfa

Tem todo o potencial para ser um sucessor digno da série Left 4 Dead.

A Valve pode não nos ter dado Left 4 Dead 3 (por enquanto), mas isso não impediu os seus criadores de apresentarem uma alternativa ao popular jogo co-op. Sem a licença de Left 4 Dead, mas com grande parte do talento que trabalhou nesses jogos, a Turtle Rock Studios apelida este novo Back 4 Blood como um sucessor espiritual para Left 4 Dead, e é fácil ver porquê. Afinal de contas estamos a falar de um jogo de ação na primeira pessoa, onde um grupo de quatro jogadores terá de tentar sobreviver através de hordas de zombies.

O lançamento em si está previsto para 22 de junho, mas o Gamereactor já teve a oportunidade de experimentar a versão Alfa, que é bastante promissora. A nível narrativo a versão Alfa estava previsivelmente despida de conteúdo, mas ainda assim percebemos que a população mundial foi infetada por um novo parasita chamado Devil Worm. Os jogadores irão assumir o papel de um grupo de humanos imunes a esse parasita, que pertence a uma fação de "Cleaners", cujo trabalho passa por eliminar a presença de mortos-vivos em certas áreas. Ao longo desta versão Alfa percorremos todo o prelúdio, que se estendeu através de quatro zonas diferentes da cidade fictícia de Evansburgh.

A versão final será lançada com oito personagens, mas nesta Alfa apenas tivemos acesso a quatro - Hoffman, Holly, Walker, e Evangelo. Além de apresentarem personalidades distintas, cada personagem tem também armas secundárias e habilidades específicas. Evangelo, por exemplo, tem uma Machete como arma secundária, corre duas vezes mais rápido, e a sua energia recarrega mais rápido. Cada personagem pareceu ter argumentos para ser útil ao grupo, ainda que de formas diferentes, mas isso não é surpreendente considerando a experiência do estúdio com Left 4 Dead.

Mais peculiares são os sistemas de construção de um baralho de cartas e roguelike. No início de cada partida pode selecionar várias Cartas de Jogador que alteram ou reforçam os atributos da personagem, embora essa escolha seja algo limitada, já que terá de escolher uma de três cartas apresentadas de forma aleatória. Estas cartas vão juntar-se ao baralho do jogador, que pode escolher jogar com o baralho inicial ou com o seu próprio baralho criado com cartas que desbloqueou. As cartas divide-se nas categorias de Atributo, Talento, Espólios, e Equipamento [tradução livre].

Também existem cartas de corrupção, selecionadas de forma aleatória por um sistema chamado O Diretor de Jogo (até ver, será controlado pela inteligência artificial, e não por jogadores). Estas cartas acrescentam maior dificuldade às partidas, aumentando o grau de nevoeiro ou o número de inimigos, por exemplo. Este "diretor" pode ainda alterar o posicionamento de inimigos, de pontos de controlo, e de itens, embora o design dos mapas se mantenha inalterado.

Um dos pontos altos de Left 4 Dead era o design dos zombies, não só em termos estéticos, mas também ao nível de atributos e características. Back 4 Blood parece seguir o mesmo estilo, com algumas variantes de zombies bastante inspiradas. Os Stingers, por exemplo, podem prender o jogador ao solo durante algum tempo, enquanto que os Bruisers conseguem atirar o jogador pelo ar com o seu enorme braço. Mas mais impressionante foi Golem, um monstro gigantesco que funcionou como uma espécie de boss, e que despachou rapidamente o nosso grupo.

Não nos parece que já estejam incluídas todas as armas, mas mesmo assim, a versão Alfa de Back 4 Blood contava já com um arsenal interessante, incluindo metralhadoras, caçadeiras, pistolas, espingardas, facas, tacos de basebol, e muito mais. Cada arma tem uma classificação que determina o seu poder e o seu grau de raridade, e todas podem ser melhoradas nas casas seguras utilizando recursos que apanha durante a aventura. Miras de longo alcance, cartuchos de munições, e suporte, são alguns dos acessórios que pode melhorar ou acrescentar.

Se já tínhamos expetativas para Back 4 Blood por vir de quem vem, agora ainda temos mais confiança no jogo, e ainda nem experimentámos o promissor modo competitivo que permite controlar zombies. A jogabilidade, os mapas, e os inimigos, apresentam-se já todos a um grande nível de qualidade, e ficámos surpreendidos com os novos sistemas de cartas e do Diretor. Ainda falta afinar alguns pontos, como o comportamento da inteligência artificial (em particular dos sobreviventes que podemos resgatas) e a repetição de diálogos, mas é para isso mesmo que servem os testes Alfa e Beta.

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