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Warhammer: Chaosbane

Warhammer: Chaosbane - Primeiras Impressões

Explorámos esgotos cheios de bestas vis, no novo RPG de ação baseado em Warhammer.

Imaginem esta cena: Dois anões estão junto a uma mesa, de machado na mão, a olhar para a planta de um complexo sistema de esgotos. São os planos para os esgotos da cidade de Nuln, e serão os maiores e melhores de todo o mundo. São esgotos dignos de um rei, com design cuidado e até requintado, além de ser também labiríntico. E é aqui que vão chacinar hordas de inimigos neste RPG de ação baseado no universo de Warhammer.

De forma básica, Warhammer: Chaosbane pode ser descrito como um "Diablo", um género que tem tido uma série de alternativas ao longo dos anos. O que tem então Chaosbane a seu favor? Bem, podemos começar pelo próprio universo, Warhammer, um dos mais ricos no género de fantasia. A nível de material para adaptar, Chaosbane tem mais do que as mãos cheias, e isso é meio caminho andado. Falta perceber como está o resto.

Só jogámos algumas horas, desde o início da aventura, logo não conseguimos ainda dar uma opinião sobre a qualidade global de Chaosbane, mas podemos dizer que estas impressões iniciais foram muito positivas. O jogo parece beneficiar de uma história que foi realmente cuidada, com diálogos credíveis e personagens interessantes. É para já evidente que Chaosbane não será focado apenas nos elementos da jogabilidade.

Dito isto, essa mesma jogabilidade também nos convenceu. Jogámos a maior parte do tempo a solo, mas também experimentámos o co-op para quatro jogadores, e ambos pareceram funcionar bem. No mínimo, Warhammer: Chaosbane tem tudo para ser um RPG de ação bastante sólido, mas pode vir a ser mais que isso. Não tem qualquer intenção de reinventar a roda, verdade, mas funciona bem, parece utilizar a licença de Warhammer de forma eficaz, e honestamente, isso pode ser suficiente para nós.

O grosso da nossa aventura passou-se ao controlo de Elontir, um High Elf arrogante que domina magia. Durante o primeiro capítulo da história conseguirmos expandir e moldar as suas capacidades mágicas, focando-o no controlo do fogo. O resultado foi um 'canhão de vidro', que embora frágil, foi capaz de incinerar os seus inimigos com facilidade. É preciso referir que jogámos Warhammer: Chaosbane na PlayStation 4, com comando, e o jogo pareceu estar perfeitamente adaptado a esse esquema. Supomos que também funcionará bem com rato e teclado, mas o comando é mais do que adequado.

Também experimentámos um soldado, mais eficaz com espadas e com acesso a apenas alguns feitiços. É uma personagem de combate mais direto, para quem prefere ação a estratégia, e que recorre a uma habilidade de regeneração de saúde para sobreviver aos vários golpes inimigos. Ao todo existem quatro classes, mas apenas o mago e o feiticeiro estavam disponíveis. Jogado a solo, Warhammer: Chaosbane pode ser complicado, e se não tiverem cuidado, serão esmagados. Se isso acontecer, terão de pagar com moedas de ouro para regressarem.

Como a beta é limitada em termos de níveis, só conseguimos ver alguns tipos de inimigos, mas o que vimos deixou-nos esperançados em termos de design e variedade. Alguns oponentes provaram ser particularmente duros, o que implicou normalmente um pico de dificuldade, mas a beta também serve para isso, para reequilibrar o jogo. Dito isto, nunca precisámos de muitas tentativas para passar uma área ou um oponente.

A referência aos esgotos no início não foi por acaso, porque reparámos em algumas ideias de design bastante interessantes. Por exemplo, numa secção percorremos uma série de corredores à procura do líder de um culto, enfrentando inimigos de frente, enquanto que noutra secção fomos descendo por várias áreas mais pequenas e concentradas, cada uma com um desafio específico para enfrentarmos. A nossa queixa a este respeito prende-se com uma repetição excessiva do estilo visual, com várias áreas excessivamente parecidas. Esperemos que o jogo varie para lá do primeiro ato.

O movimento da personagem não é o mais subtil que já vimos no género, mas a câmara está normalmente posicionada de forma a permitir ver os inimigos antes que eles 'vejam' o jogador. Isto permite planear ataques com alguma antecedência. Mas há mais, claro, como o loot. Para sermos honestos, parece-nos que há loot a mais, já que ao fim de alguns minutos já tínhamos de percorrer listas de peças de armadura e armas inúteis. Felizmente o sistema de comparação de itens equipados e não equipados é bastante simples e eficaz, permitindo perceber rapidamente se um item era melhor ou pior. Quanto ao progresso da personagem, passa pelos típicos níveis desbloqueados com pontos de experiência.

Com apenas o primeiro ato jogado, de uma versão beta, é difícil ter a certeza de até onde pode ir Warhammer: Chaosbane, mas estamos mais interessados agora que nunca. Gostámos do que jogámos, e acreditamos que o jogo tem potencial. Agora é esperar para ver se esse potencial será realizado, quando o jogo chegar no início de junho.

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