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Metro Exodus

Metro Exodus

Experimentámos Metro Exodus uma última vez antes do lançamento, e estas são as nossas impressões finais.

Já tínhamos experimentado Metro Exodus no passado, mas com o lançamento a 15 de fevereiro, a 4A Games decidiu convidar-nos para uma sessão mais extensiva com o jogo, um último olhar antes da análise. O jogo vai incluir diferentes estações do ano, e a demo que jogámos desta vez, mostrou-nos o verão. Se as demos anteriores já tinham mostrado um Metro diferente dos dois jogos anteriores, este ambiente colorido e com sol brilhante marcou uma diferença ainda maior. Longe vão os tempos de uma aventura limitada aos corredores escuros e claustrofóbicos do metro de Moscovo.

A demo arranca com Artyom e o seu grupo a bordo de um velho comboio, que agora serve de casa móvel para estes sobreviventes, ainda que seja temporário. O grupo pretende encontrar um sítio onde possa viver, e para isso experimentou visitar uma aldeia aparentemente abandonada, mas a receção não foi a mais acolhedora. Para começar, o terreno é bastante duro, com terra por todo o lado, e em poucos minutos fomos obrigados a colocar as máscaras devido a uma tempestade tóxica. Algum tempo depois acabámos por ser emboscados pelos residentes, alvo de mutações com o passar dos anos. Também encontrámos um humano pouco simpático, mas ao contrário dos mutantes, os humanos deixam espólios, e como nos jogos anteriores, os recursos são escassos, incluindo munições.

Se ficarem sem munições, podem criar balas no momento, acedendo à mochila de Artyom (também existem estações próprias para criar itens, que oferecem mais opções que a mochila). Aproveitámos uma pausa para criar balas e pacotes de saúde, usando os recursos que fomos apanhando ao longo do caminho. Eventualmente, contudo, voltámos a ficar sem munições, e tivemos de recorrer a ataques mais físicos. Alguns destes ataques acontecem em sequências pré-definidas, mas preferíamos que este tipo de jogabilidade tivesse sido mais dinâmica e menos programada.

A opção para criar itens no momento acrescenta boa flexibilidade à jogabilidade, e essa liberdade acrescida que o jogo pretende transmitir é aumentada por uma interface ligeira. Os jogos Metro sempre se destacaram a nível de imersão, e tirando as sequências pré-definidas que referimos, tudo é perfeitamente indicado ao jogador no ecrã, sem acesso a uma interface. Podem, contudo, aceder a menus para recarregar baterias, mudar de arma, e outras ações semelhantes.

Eventualmente encontrámos uma mulher que se estava a tentar defender de uns bandidos locais. O facto de viver num farol, oferecendo-lhe uma visão fantástica dos arredores, permitiu-lhe sobreviver durante algum tempo, mas não iria durar para sempre. Flanqueámos os inimigos, usando uns túneis que estavam próximos, e em conjunto com a nova aliada, despachámos os oponentes com alguma facilidade. Subimos um elevador improvisado, conversámos com a sobrevivente, e partimos numa nova missão.

Este novo objetivo levou-nos de volta para o subsolo, o que significa que, embora uma grande parte do jogo se passe na superfície, em alguns momentos também terão de regressar a explorar terrenos subterrâneos. A nossa nova amiga pediu-nos para encontrarmos planos e uma foto pessoal, mas antes disso, deparámos-nos com aranhas gigantes, que pareciam ter caudas semelhantes a escorpiões. Por sorte, estas aranhas são vulneráveis à luz, e iluminá-las é suficiente para as manter afastadas, embora exija atenção redobrada. Uma boa forma de pouparem munições.

Contudo, não esperem facilidades, já que estes bicharocos podem flanquear o jogador e vão tentar apanhá-lo de surpresa. Cada área beneficia também de um design muito cuidado, embora o jogo obrigue a explorar cada canto porque não existe uma seta a apontar o caminho. Quando começarem a virar em várias direções para afastarem as aranhas, podem ficar desnorteados, e perder o foco do caminho a seguir. Metro Exodus é um jogo que adora colocar o jogador sobre pressão, e nós adorámos o nível de imersão que isso acrescentou.

A jogabilidade está afinada, o mundo de jogo é interessante, e o grafismo impressionou, mas a melhor parte de Metro Exodus foi sem dúvida a atmosfera que consegue criar. Não conseguimos ver muito da história nesta demonstração (mas considerando que a narrativa dos dois jogos anteriores é boa, temos esperança também para esta), e o que explorámos do sistema de criação de itens foi muito limitado, mas sentimos claramente a atmosfera opressiva que a 4A Games quer passar. Os primeiros meses de 2019 estão recheados de jogos promissores, com grande nome, mas Metro Exodus conquistou um lugar entre as nossas prioridades.

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