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The Division 2

The Division 2: Dark Zone e PvP

A dois meses do lançamento, a Ubisoft mostrou-nos a componente competitiva de The Division 2.

Um dos elementos que, no papel, mais entusiasmaram os jogadores em relação a The Division era a Dark Zone, uma zona onde os jogadores podiam ser hóstis ou amigáveis uns com os outros. O objetivo passava por escapar com loot precioso, mas isso podia motivar ataques de jogadores inimigos ou até a traição dos companheiros. O sistema, em parte, funcionou, mas não era perfeito.

Ao longo do tempo, a Massive Entertainment tentou melhorar a Dark Zone com expansões e atualizações, mas para realmente alterar o sistema de forma radical, precisava da sequela. Assim, uma das maiores mudanças é que agora não existe uma Dark Zone, mas três, espalhadas pela nova cidade, Washington DC. Outra diferença é que, enquanto a Dark Zone de The Division era muito similar durante toda a área, as duas zonas que experimentámos pareceram genuinamente distintas. Enquanto que a East Dark Zone é maioritariamente formada por zonas abertas tomadas pela natureza, a South Dark Zone apresenta uma área urbana mais fechada, ideal para combates de curto alcance. Ou seja, as novas Dark Zones não apresentam apenas variedade visual, mas também estilos de design distintos.

Como preferimos atacar à distância, sentimos-nos mais confortáveis na zona East, equipados com a nossa fiel espingarda de longo alcance. O contraste para o primeiro jogo é impressionante, sobretudo visual, já que trocámos a zona escura e nevada de Nova Iorque, por uma Washington bem mais clara, viva, e radiante. Gostámos bem mais de percorrer as ruas de The Division 2, muito mais agradáveis à vista, e as zonas abertas permitiram-nos despachar alguns inimigos à distância. Contudo, se preferem algo mais íntimo, nada como pegar numa caçadeira e metralhadora e partir para a South Dark Zone.

A maior diversidade não surge apenas através do ambiente, mas também das armas e das habilidades da personagem. Nas Dark Zones, o nível do equipamento será o mesmo para todos os jogadores, o que significa que uma bom combinação de armas e habilidades que se ajustem ao vosso estilo de jogo é essencial. Algumas das habilidades favoritas do primeiro jogo, como a Turret e a Seeker Mine, estão de volta, com ligeiras modificações que as tornam mais viáveis numa série de cenários. Outras opções, como o Drone e o Chem Launcher (lança químicos), abrem ainda mais o leque de alternativas táticas. Por exemplo, agora existem bombistas suicidas, o que torna o lançador de químicos num aliado precioso, já que paralisa o adversário durante alguns segundos.

Um factor que acabou por afastar alguns jogadores no primeiro jogo foi a saúde dos inimigos, que eram autênticas esponjas de balas. Isso já não será tão evidente na sequela, e apenas os oponentes mais poderosos vão exigir foco concentrado - os inimigos 'normais' vão morrer com maior realismo na sequela, acelerando o ritmo de jogo.

O sistema Rogue do The Division original está também de volta, embora com algumas alterações. Na Dark Zone, se atacassem outro jogador, tornavam-se num jogador "Rogue", o que vos abriria ao ataque de outros jogadores sem consequências para eles. Em The Division 2, esse sistema será dividido em três categorias: cinzento, amarelo, e vermelho. Isto significa que, quanto mais 'crimes' cometerem, maior será o vosso nível de rogue, aumentando a recompensa na vossa cabeça, e a vossa visibilidade em relação aos outros jogadores.

Quando há pouco referimos que o nível do equipamento não será considerando nas Dark Zones, deixámos uma informação de fora. Como existem três Dark Zones, de tempos em tempos a Massive irá ativar os níveis de equipamento e do jogador numa delas, para quem quiser desfrutar do seu próprio gear. Será mais arriscado, já que podem encontrar outros jogadores com grandes vantagens a nível de equipamento, mas as recompensas serão também melhores.

Além das Dark Zones, The Division 2 terá modos mais tradicionais de PvP, nomeadamente Team Deathmatch, Domination, e Skirmish. São três modos que serão familiares a qualquer jogo regular de partidas online, mas no caso de The Division 2, passam-se em áreas diferentes do resto do jogo, fora de Washington DC e até dos EUA, permitindo ter um vislumbre de como a praga está a afetar outros locais. Experimentámos estes modos, e foi divertido desfrutar destes conceitos mais tradicionais, mas não jogaríamos The Division 2 apenas por esta componente. Existem shooters online superiores neste aspeto, mas a força de The Division 2 estará no conjunto da experiência, e não numa única componente. Seja como for, parece-nos positivo que a Massive tenha incorporado estes elementos em The Division 2, para quem quiser variar a experiência mais comum do jogo com partidas online tradicionais.

Do que já vimos de The Division 2, parece-nos que a Massive Entertainment pegou no original e melhorou ou alterou todos os elementos que formam esta experiência online continuada e partilhada. Parece-nos ter sido um trabalho muito equilibrado para manter os jogadores veteranos satisfeitos, com mudanças necessárias para abrir a experiência a outros jogadores. Com um grafismo mais diversificado, controlos mais afinados, e uma componente PvP bem mais expansiva e variada, The Division 2 promete cumprir nesses campos específicos do jogo. Agora resta esperar para perceber se a campanha, o modo cooperativo, e o 'endgame' estarão à altura.

The Division 2 chega a 15 de março para PC, PS4, e Xbox One.

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