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The Outer Worlds

The Outer Worlds

Visitámos a Obsidian para conhecer o seu projeto mais ambicioso de sempre.

The Outer WorldsThe Outer Worlds

Considerando como o género se expandiu ao longo dos últimos anos, hoje em dia é difícil indicar o que define exatamente um RPG, mas para a Obsidian, que criou jogos como Fallout: New Vegas, Alpha Protocol, e Pillars of Eternity, não há dúvidas. O que define um RPG, segundo a Obsidian, é a liberdade oferecida ao jogador, a liberdade para que este possa definir o seu caminho ao longo da aventura. Isso tem sido verdade em todos os seus projetos, e não parece ser diferente em The Outer Worlds, um RPG de ficção científica que marca um consideravelmente aumento de ambição por parte da produtora.

The Outer Worlds já está a ser produzido há mais de dois anos, e vai apresentar uma campanha singleplayer jogada numa perspetiva de primeira pessoa. Em parte, irá funcionar como um FPS, mas no núcleo estará uma verdadeira experiência RPG, onde o humor negro será uma constante. A premissa passa por mostrar uma versão alternativa da humanidade, que se expandiu para além da Terra, mas com tecnologia que parece saída do século 19. O jogo em si vai passar-se numa colónia espacial, bem na fronteira do espaço conhecido pela humanidade. Esta colónia foi financiada por um grupo de 10 empresas, que enviaram duas naves massivas para o planeta, embora apenas uma tenha chegado ao seu destino. O jogador estava a bordo da nave que não chegou ao planeta, e 70 anos depois do incidente, é recuperado por um cientista que tira o jogador da sua câmara de hiper-hibernação.

Como exemplo do tipo de liberdade que o jogador terá, a Obsidian falou-nos da interação com esse cientista. Podem ajudá-lo a cumprir o seu objetivo, que passa por recolher químicos que possam salvar os outros colonos, mas também podem fazer o inverso completo, e denunciá-lo às corporações. Se o fizerem, vão receber dinheiro e a opção para viver na cidade dos Elites, Byzantium. A Obsidian quis deixar bem claro que é o jogador que guia a história, e que podem ser um herói, um anti-herói, ou um psicopata, se assim o desejarem.

A base de operações do jogador será uma nave espacial, que está na órbrita dos dois planetas principais - o Terra-2, dos colonos, e o Monarch, um mundo dominado por criaturas perigosas. Através dessa nave podem viajar entre vários locais, e segundo a Obsidian, não vão existir áreas proibidas. Podem ir para qualquer zona assim que começarem a jogar, desde que estejam cientes dos perigos. The Outer Worlds é um RPG, o que significa que, embora não existam limites físicos para as áreas, ainda vão encontrar inimigos muito mais poderosos, o que de certa forma vos impede de continuar.

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Tanto Terra-2, como Monarch, foram colonizados pelas corporações, embora um com sucesso, e o outro sem sucesso. São estas corporações que financiaram tudo, e como tal, todo o equipamento e estruturas que encontrarem, estarão marcados pelas corporações. Cada corporação tem também as suas especialidades, seja a venda de armadura e armas, produção de comida, ou transporte espacial, por exemplo. As pessoas serão também identificadas pela corporação que defendem, já que as suas agendas políticas são muito diferentes.

O jogador também vai escolher as suas próprias características, através de elaboradas árvores de habilidades. Por exemplo, a árvore de tecnologia inclui ramos para habilidades de ciência, medicina, e engenharia. Enquanto ciência permite construir armas especiais, incluindo um raio de redução de tamanho (incluindo as suas vozes), engenharia oferece opções para melhorar os atributos das armas mais convencionais, enquanto que medicina se concentra em habilidade de cura. Existem vários ramos de árvores para explorarem, como intimidação, mentira, persuasão, e liderança. Estas habilidade estão mais focadas na história, já que oferecem mais possibilidades a nível de ações e escolhas de diálogo. Vão existir, contudo, "defeitos" e "fraquezas" que também terão de escolher, como medo de alturas, por exemplo, que acrescentam ainda mais sabor à personalidade do jogador.

Outro factor que vai guiar a história são os companheiros do jogador, personagens que pode recrutar durante a aventura, e que também vão habituar a sua nave. Estes companheiros também vão reagir às capacidades do jogador - se tiverem boas capacidades de liderança, vão ser mais eficazes com o grupo, mas se forem "idiotas" (sim, é perfeitamente possível), o grupo também vai ficar frustrado. Podem ter vários elementos no grupo, mas só podem levar dois numa missão - exatamente como em Mass Effect. E como no épico da Bioware, os companheiros também vão responder a situações e entrar nos diálogos de acordo com as suas personalidades. Algo que está em Mass Effect, mas não vai estar em The Outer Worlds, é romance. Aparentemente o protagonista tem mais que fazer do que encontrar o verdadeiro amor.

The Outer Worlds não vai ser, contudo, um jogo direto de ficção científica, já que é inspirado por Art Nouveau e pelo artista Mobius (Jean Giraud). Em termos mais práticos, lembrou-nos um misto de Bioshock com No Man's Sky. Enquanto estávamos nos escritórios, reparámos na arte de uma criatura chamada Mantisaur, um enorme insectóide, e o jogo vai estar cheio de bicharocos geneticamente alterados, como uma cobra "gorda", criada para gerar grandes peles. Não vão, contudo, existir aliens inteligentes. The Outer World será povoado por humanos, andróides, e criaturas.

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Entre as localizações que nos mostraram, as que mais se destacaram foi uma estação espacial com cartazes fluorescentes e uma cantina, uma base num enorme asteróide com cogumelos vermelhos, e a enorme cidade de Byzantium. Como o jogador irá interagir com estes locais depende inteiramente da sua personalidade e do seu comportamento.

Ao nível de combate, The Outer Worlds vai funcionar como um jogo de ação na primeira pessoa tradicional, com pistolas e espingardas, mas também armas de energia, incluindo machados. Também podem desbloquear uma habilidade que abranda o tempo, permitindo apontar bem à cabeça do alvo. Perguntámos ainda sobre a possibilidade de jogabilidade no espaço, com naves, ao que nos responderam que "é uma ideia interessante", mas que de momento não estão a trabalhar nisso.

The Outer Worlds impressionou-nos com o seu estilo muito específico, e também com a abordagem mais cómica ao género, embora seja humor algo negro. Pareceu ser um jogo com grande capacidade para oferecer vários tipos de experiências aos jogadores, e com uma fundação claramente RPG a governar tudo o resto, mas acima de tudo, pareceu-nos divertido. Estamos muito curiosos para ver como se irá desenvolver este The Outer Worlds.

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