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Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2

Com mais seis horas de jogo, será que as nossas impressões mudaram?

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Se tiveram a oportunidade de ler a nossa extensa antevisão anterior, então já sabem o que pensamos do jogo, e qual a sua premissa. Sabem do trabalho incrível que a Rockstar está a fazer a nível de detalhe, no cenários, nas animações, nas personagens, e nas interações. Também devem saber que este é o maior e mais profundo mundo que a Rockstar já criou, e que pode ser jogado na primeira ou na terceira pessoa. E ficaram ainda a saber que o cavalo é um companheiro, não um veículo, que a jogabilidade foi melhorada, e que tem um aspeto e um som fantásticos.

Pois bem, a Rockstar voltou a convidar-nos para nova sessão com o jogo, desta vez para passarmos seis horas sem limites a partir do início da aventura. Interagimos com inúmeras personagens, percorrermos o mapa durante vários quilómetros, e avançamos a história. Desta vez, o fator surpresa já não fez parte da equação, e por isso poderiam pensar que se calhar já não ficámos tão impressionados com o jogo como da última vez, mas estariam enganados. Mais do que nunca, acreditamos que Red Dead Redemption 2 tem o potencial para, não só ser um jogo especial, como um jogo muito importante para a indústria.

Um dos destaques desta nova sessão foi a cidade de Saint Denis, uma metrópole enorme, a rebentar com vida e oportunidades, um mundo por si só que provavelmente irá impressionar todos os jogadores. Uma boa fatia desta sessão de jogo correspondeu a conteúdo que já tínhamos visto, incluindo a missão de roubar o comboio, e a pequena comunidade de que terão de cuidar. Um pormenor curioso, que não vimos na sessão anterior, foi uma missão de migração do acampamento, onde assumimos inclusivamente o controlo de uma das carruagens.

Desta vez, como já estávamos familiarizados com as mecânicas, jogámos melhor, e conseguimos eliminar inimigos com maior eficácia. Aproveitámos as mecânicas de cobertura, a distância permitida pela espingarda, e a rapidez das pistolas. Durante estes eventos e acontecimentos, explorámos ainda mais o mundo de jogo, e voltámos a ficar impressionados com o que vimos. Embora gigantesco, o mundo de Red Dead Redemption 2 parece ter sido criado com um cuidado inacreditável, como se cada posicionamento de pedras, árvores, e arbusto tivesse sido pensado ao pormenor.

Isto significa que Red Dead Redemption 2 é o jogo derradeiro que vai conquistar todos os jogadores? Não, certamente que existirão jogadores que não irão apreciar o jogo. Red Dead Redemption 2, como a maioria dos outros jogos da Rockstar, é fruto do amor do estúdio pelo cinema, e tem como principal regra nunca quebrar a imersão do jogador. Isso significa que as ações, os diálogos, e toda a narrativa, tentam apresentar o mínimo possível de atalhos e regras típicas dos videojogos. Se quiserem uma arma que esteja no cavalo, não podem ir ao menu e ativá-la, têm de ir fisicamente ao cavalo tirar de lá a arma. Querem ser tratados com respeito? Então têm de tomar banho e limpar a roupa se estiver suja. A roda de uma carruagem caiu? Têm de ir lá manualmente colocá-la no sítio certo. Isto pode ser excessivo para alguns jogadores, e significa que o jogo pode ter um ritmo demasiado pausado para quem quer algo mais imediato, mas quem procurar uma experiência imersiva, não vai encontrar melhor.

Isto não resultaria na maioria dos videojogos, mas resulta em Red Dead Redemption 2 precisamente porque o jogo é super-imersivo, e este tipo de ações ajudam a atingir esse objetivo muito claro da Rockstar. Aqui não são um super-personagem com acesso a "magias", como inventários cheios de armas e outras mecânicas típicas de videojogos a que as outras personagens não têm acesso. Não, aqui são mais um habitante no mundo de Red Dead Redemption 2, que em grande medida obedece às mesmas regras (existem exceções, como o Dead Eye, porque afinal ainda é um jogo). Isto cria um ritmo lento, mas muito eficaz, e alimenta a ilusão de que o jogador é realmente Arthur Morgan, e que o mundo está vivo.

Desta vez tivemos mais tempo para explorar o mundo, e descobrimos que os 'encontros com estranhos' de GTA V estão também presentes em Red Dead Redemption 2. Estes encontros podem, ou não, acontecer, e quando acontecem, são espontâneos. São personagens e eventos que aparecem de forma dinâmica, e não ícones no mapa que podem visitar. A qualidade do guião e da performance dos atores é também de topo, não só ao nível das personagens principais, mas de forma geral. Estas prestações são ainda reforçadas por fantásticas animações faciais, mas de melhores que temos vistos, e tudo isso contribui para a tal imersão de que falamos.

Também de volta estão os cartazes de procurado, missões opcionais que o jogador pode cumprir. Se conseguirem capturar o alvo vivo, atando-o com um lanço, vão receber uma recompensa maior, mas morto também serve. Encontrámos também desafios de caça, categorizados por medalhas de bronze, prata, e ouro, e animais não faltam para caçar. Como referimos no texto anterior, a caça não é apenas um 'desporto', já que as suas carnes e peles são usadas para várias funções. Red Dead Redemption 2 lembra-nos, naturalmente, de GTA V, mas apenas na superfície. Existem bem mais mecânicas a funcionarem em sintonia, e mais importante que isso, o jogo é extremamente intuitivo. Conseguir apresentar tantos sistemas de forma tão simples e coesa, é algo muito difícil de atingir, como já vimos em tantos outros jogos, mas a Rockstar conseguiu-o com Red Dead Redemption 2.

Esta nova sessão também nos permitiu explorar mais um pouco a história, mas não vamos entrar em pormenores para deixarmos que desfrutem 'virgens' da experiência. Visitámos várias lojas, mudámos a roupa de Arthur, conversámos com uma série de personagens e estranhos, tivemos episódios caricatos, e claro, alguns problemas com a lei.

As seis horas passaram num ápice, e a nossa impressão anterior saiu reforçada com esta nova sessão. Red Dead Redemption 2 é capaz de atingir um nível de imersão espantoso, como raramente - para não dizer nunca - vimos. É um jogo onde não vão 'jogar', mas viver, um mundo virtual que irão verdadeiramente habitar. Temos consciência das palavras poderosas que estamos a usar, dos elogios rasgados que estamos a fazer ao jogo, e sabemos que isto pode estar a aumentar o entusiasmo, o "hype", para níveis elevadíssimos, mas não retiramos nada. Se há jogo que merece esse nível de entusiasmo, é Red Dead Redemption 2.

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