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Kingdom Hearts III

Kingdom Hearts III

Jogámos o épico de Square Enix e Disney, e estas são as nossas impressões.

  • Texto: Andreas Juul
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"Imaginem o melodrama de Final Fantasy, misturando com a magia das personagens Disney". Esta é uma forma de descrever Kingdom Hearts, um jogo que nasceu através de Tetsuya Nomura, anteriormente ligado a jogos como Final Fantasy VII, VIII, e X. Os primeiros dois jogos da saga foram um grande sucesso, e em tempos pensou-se que Kingdom Hearts poderia fazer frente ou até ultrapassar a popularidade de séries como Final Fantasy e Dragon Quest, mas a seguir aos dois primeiros jogos, seguiram-se inúmeros jogos paralelos e prequelas, o que dissipou o entusiasmo ao longo dos anos. Agora, 13 anos depois de Kingdom Hearts II, em que estado vamos encontrar esta continuação numérica?

Foi isso que tentámos perceber num evento recente em Los Angeles, com a participação da equipa de produção.

O evento arrancou com uma apresentação liderada pelo próprio Tetsuya Nomura, que lembrou que o tema principal de Kingdom Hearts é precisamente a exploração do coração humano (interpretem coração mais como alma, não tanto literalmente). Segundo Nomura, "revelação" é a palavra que resume Kingdom Hearts III, um jogo que ambiciona ser o climáx de uma estória que começou a ser contada há mais de 16 anos. O diretor preferiu não se alongar com detalhes sobre o enredo, mas apontou para a incorporação de elementos de Final Fantasy e Disney num ambiente equilibrado, sem ser demasiado infantil ou sombrio.

Um dos objetivos para o novo jogo passou por melhorar os mundos que o jogador vai visitar. Se nos jogos anteriores eram pequenos, e sem grande viva, povoados por poucas personagens, para Kingdom Hearts III a equipa está a fazer um esforço para elevar imenso essa experiência de exploração. Como exemplo foi-nos mostrado o castelo baseado no filme Entrelaçados, que está cheio de personagens com quem Sora pode interagir. O detalhe é muito superior, e realmente, estes mundos parecem bastante mais vivos que os anteriores.

Depois da apresentação, saltámos para o comando, e tivemos a oportunidade de experimentar duas demonstrações diferentes - uma baseada em Hércules e a outra em Toy Story. Começamos pelo mundo de Hércules, e logo em pleno Coliseu do Olimpo, mas o nosso maior interesse era perceber como estava a jogabilidade. Estamos muito familiarizados com os jogos anteriores da série, e podemos afirmar que o que encontrámos aqui foi uma evolução natural do que foi feito anteriormente.

Ao nível de controlos, Kingdom Hearts III aproxima-se de Kingdom Hearts II, embora com animações mais fluídas e sólidas. Depois de fazer uma combinação com o ataque base, o jogador ganha acesso a habilidades especiais, como ataques de fogo e gelo. Se fizerem uma sucessão desse tipo de ataques, ganham ainda acesso a poderoso feitiço. O mesmo é verdade para os ataques físicos, que podem causar vários golpes mais poderosos como Limit Breaks.

Nunca soube tão bem enfrentar os Heartless, não só porque os controlos estão melhor, mas também porque têm acesso a novas opções. Por exemplo, podem causar a invocação de várias personagens Disney que podem montar durante os combates. No caso desta batalha específica conseguimos invocar um comboio (!) que disparou fogos de artifício em todas as direções, dizimando os inimigos. Ficámos particularmente impressionados com a qualidade visual de todos os efeitos no ecrã. Já conhecíamos o universo de Hércules em Kingdom Hearts, mas ficámos impressionados com o que vimos, o que aumentou o nosso entusiasmo para o que viria a seguir - a primeira aparição de uma propriedade da Pixar em Kingdom Hearts.

Tivemos a oportunidade de jogar uma hora no mundo de Toy Story, dividida em alguns segmentos de jogabilidade e sequências de vídeo - que por vezes são enormes. Temos de confessar que este aspeto nos deixou algo alarmados, já que o ritmo dos diálogos nos pareceu bastante lento, com exposição excessiva. Felizmente o mesmo não se passou com a jogabilidade. Tal como tinha acontecido na demo anterior, comprovámos que a jogabilidade está muito polida, graças a animações superiores e controlos mais refinados. A maior diferença é que aqui já tínhamos acesso a uma versão mais poderosa de Sora. Uma das novidades era a capacidade da Keyblade assumir várias formas, incluindo um martelo gigante, uma varinha mágica, e até yo-yos. Podem alternar entre as formas a bel-prazer, permitindo combinar grandes 'marteladas' com elementos mágicos da varinha, por exemplo.

De regresso estão os Summons, habilidades que permitem invocar poderosos aliados para o campo de batalha. Nesta demo, esses Summons era Ariel, da Pequena Sereia, e Ralph, de Força Ralph. Ambos surgiram como perfeitas recriações do material que representam, mas embora Ralph fosse a novidade, foi a repetente Ariel que nos surpreendeu. A qualidade visual dos seus ataques é impressionante, sobretudo devido à invocação de água para o cenário, e às suas interações com o próprio Sora.

Visualmente, Kingdom Hearts III parece um espanto, e ter a oportunidade de visitar os mundos da Disney com este nível de requinte, é algo que será delicioso para os fãs dessa propriedades. Um exemplo da qualidade visual de Kingdom Hearts III é que, ao contrário do que aconteceu com todos os outros jogos da saga, os mesmos modelos e efeitos das personagens foram usadas para a jogabilidade e para as sequências de vídeo. O mundo de Toy Story estava particularmente impressionante, com excelentes efeitos de iluminação, possivelmente por apresentar um ambiente mais realista com o desenho animado de Hércules.

Tem sido uma longa espera para continuar a saga de Sora e companhia, mas quem ultrapassou os jogos anteriores, e tem ainda vontade de continuar esta aventura, pode muito bem vir a ter aqui um jogo de grande qualidade. Vimos pouco de Kingdom Hearts III, comparando com o que é o conteúdo de um jogo que deve durar várias dezenas de horas, mas ficámos agradados com o que vimos, ouvimos, e mais importante ainda, jogámos.

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