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Far Cry 5

Far Cry 5 - Pré-Análise

Jogámos uma versão praticamente completa, e estas foram as nossas impressões antes da análise.

  • Texto: Mike Holmes
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O lançamento do quinto Far Cry aproxima-se a passos largos, e é cada vez mais evidente que responde a dois elementos muitos distintos. De um lado está a narrativa, o mundo, e as personagens, criadas de forma a misturarem temas adultos com alguns elementos absurdos. Do outro está a jogabilidade, e um conjunto de sistemas distintos que se misturam, e que se alimentam uns dos outros, criando uma verdadeira experiência 'sandbox' imprevisível e repleta de oportunidades. É ação explosiva, baseada numa região oprimida e coberta com os corpos dos inocentes. É completa anarquia cooperativa, misturada com uma estória sombria e desconfortável que pode ser desfrutada a solo. É também um jogo sobre coisas que, de momento, não vos podemos contar. Far Cry 5 quer claramente incluir muitos elementos, mas será capaz de dominar algum?

Honestamente, de momento não sabemos a resposta. Num evento recente em Paris tivemos a oportunidade de jogar algo como quatro horas de Far Cry 5, numa versão praticamente completa. Atravessámos uma parte da estória sozinhos, e depois explorámos uma parte do mapa em modo cooperativo, mas depois de quatro horas de jogo, podemos diz que queremos definitivamente mais. Ainda assim, regressámos com algumas preocupações, mas já lá vamos.

O que mais nos impressionou nesta sessão de quatro horas foi a imersão deste mundo - é brilhante. A introdução cinemática é fantástica, mostrando o protagonista e uma equipa de agentes da lei a caminho do campo de Joseph Seed e os seus seguidores, o projeto em Eden's Gate. É um início intimidante, que nos apresenta os principais antagonistas do jogo - Joseph, os seus irmãos, e os seus loucos seguidores fortemente armados. Chegámos de helicóptero, e depois atravessámos um mar de olhares intimidantes até chegarmos à igreja, para prender Joseph. Não vamos entrar em pormenores sobre o que acontece a seguir, mas como devem calcular, não termina bem para o nosso protagonista e a sua equipa. O jogador, que desta vez pode assumir um/uma protagonista personalizável, e não uma personagem específica, é salvo por Dutch. É já na casa de Dutch que a nossa missão arranca verdadeiramente, a missão de criar uma resistência capaz de fazer frente ao culto de Joseph.

Até aqui, fantástico. A Ubisoft já mostrou em várias ocasiões que sabe como criar mundos abertos de grande qualidade, e Far Cry 5 parece estar entre esta gama alta. Como acontece nos melhores mundos aberto, a narrativa do jogo é apenas uma parte das muitas estórias que existem à espera do jogador, e um grande punhado pode ser realizada acompanhados - seja por jogadores, companheiros controlados pela IA, ou até mascotes como um urso. A certo ponto salvámos um tipo chamado Dan Smith, que depois se juntou a nós durante algum tempo. Podem direcionar e dar ordens aos companheiros controlados pela inteligência artificial, e funcionam tanto para ataques diretos, como para ação furtiva - como acontece noutros jogos, estes companheiros são "invisíveis" até que o jogador seja visto, para não estragar a ação furtiva.

A fórmula da jogabilidade será muito idêntica ao que provavelmente já conheceram noutros jogos da saga. Ação na primeira pessoa com elementos furtivos, uma série de veículos, e inúmeras armas - incluindo o inevitável arco. Caça é também outro elemento que regressa, e embora já esperássemos a presença de alguns animais, ficámos impressionados com a fauna presente em Far Cry 5. Com os recursos da caça podem criar uma série de itens e melhoramentos, tal como tem sido hábito nos últimos jogos da série. Desde Far Cry 3 que a série tem apresentado grande dinamismo no seu mundo de jogo, com inimigos, aldeões, e animais a interagirem de forma independente. Com a quantidade de opções ao dispor do jogador, Far Cry 5 parece querer elevar essa qualidade da série a outro nível. Personalização é também um grande fator, e através de armas personalizáveis, habilidades, vários tipos de parceiros, e uma série de abordagens possíveis, Far Cry 5 é autêntico quadro em branco onde podem pintar a vossa experiência de jogo.

Como já referimos, parte da vossa missão vai passar por aumentar a resistência, e isso pode ser feito através de quatro tipos de objetivos: salvar civis, derrubar bases inimigas, destruir propriedades do culto, e completar as missões de Dutch e companheiros. A ideia é que, mais do que nos jogos anteriores, as ações dos jogadores estejam a contribuir para um objetivo mais claro. O mapa está dividido em três grandes regiões, cada uma controlada por um líder que responde a Joseph. O jogador terá de causar caos suficiente em cada região para obrigar esse líder a aparecer, e depois terá de ligar com ele, libertando a região.

Embora seja situado num mundo realista, podem contar com uma série de personagens 'coloridas' e exageradas, com muita ação espetacular e bombástica. Gostámos de quase tudo o que vimos, mas temos de reportar a existência de alguns 'bugs', algo que esperamos ver resolvido até ao lançamento. Também apreciamos o novo tom narrativo e o tópico em si, que pode ter mais impacto do que as estórias anteriores, mas temos receio que essa qualidade narrativa se perca no meio de todo o caos e explosões. Ainda assim, Far Cry tem sido sinónimo de ação de qualidade, e esperamos que este capítulo possa elevar a série como Far Cry 3 há uns anos. Dia 27 de março cá estaremos para vos dizer se é o caso ou não.

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