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Sea of Thieves

Sea of Thieves

Explorámos os sete mares no jogo de piratas da Rare.

  • Texto: Jon Calvin
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Jogámos várias horas na versão beta de Sea of Thieves, mas desde cedo tornou-se claro que a Rare está a tentar oferecer algo inovador aos jogadores. Inspirada pelo potencial dos jogos de sobrevivência em mundo aberto, a equipa criou um jogo guiado pelos jogadores, onde a narrativa emergente é o ponto central da experiência. Aqui são os jogadores que criam as suas próprias estórias, que forjam as suas próprias lendas, e os vossos feitos serão o resultado da vossa ambição.

Já tínhamos jogado a versão alfa de Sea of Thieves, o que nos permitiu observar uma série de mudanças nesta versão beta, mas nem tudo mudou e ainda bem. Por exemplo, o aspeto e o comportamento do oceano mantém-se tão impressionante como o que já tínhamos visto na versão alfa. É tão realista que aparentemente já existiram relatos de jogadores que ficaram com enjoo marítimo. "É um feito técnico incrível da nossa parte. Investimentos muito tempo e esforço no oceano, porque sabemos que os jogadores vão passar imenso tempo no mar," disse-nos Joe Neate, Produtor Executivo.

Sea of Thieves não se distingue apenas pela impressionante física do mar. O mundo de jogo foi completamente construído como se fosse uma pintura, um estilo que Neate descreve como "intemporal". O objetivo é criar um jogo que se mantenha bonito e apelativo ao longo do tempo, algo que não dependa exclusivamente da tecnologia para se manter relevante. Supomos que se aproxima do estilo intemporal de algo como The Legend of Zelda: Wind Waker, e parece-nos resultar. Este visual mais ao estilo de desenho animado do que realista confere a Sea of Thieves uma personalidade muito vincada, e um encanto muito próprio.

Uma das maiores questões que os jogadores têm sobre Sea of Thieves está relacionada com o "End Game" do jogo. Por outras palavras, existem preocupações sobre o tipo de conteúdo e objetivos que estarão presentes para garantir uma presença a longa prazo do jogador. Para a Rare, esse objetivo a longo prazo passa por permitir que os jogadores possam alcançar um estatuto de pirata lendário, e para isso tivemos um exemplo de como vão funcionar as recompensas para quem alcançar esse ponto.

"O Esconderijo dos Piratas é um local escondido no mundo, que serve de casa apenas para os Piratas Lendários do jogo. O nosso objetivo passou por criar algo que fosse mais do que um símbolo de estatuto, mais do que simplesmente ter o melhor fato do jogo ou o melhor título. Queremos oferecer recompensas tangíveis ao jogador por todo o tempo que dedicou ao jogo e às suas aventuras".

Quanto o jogo for lançado, esta área exclusiva será o derradeiro objetivo dos jogadores, mas a ideia é que sirva de base de operações para o que vier a seguir, depois do lançamento. Ao alcançarem esta área terão acesso a itens e missões lendárias, desenhadas para os jogadores tirarem proveito do seu estatuto no mundo enquanto lendas. E claro, também podem conseguir acesso a um barco digno do vosso cargo.

A progressão será um elemento importante de Sea of Thieves, mas não pretende ser um obstáculo no caminho de jogadores que queiram desfrutar da experiência com amigos. O jogo foi desenhado de forma a que a experiência e as recompensas se ajustem, mesmo que um Pirata Lendário esteja a jogar com um amigo novato. O vosso progresso estará ligado à vossa relação com as três fações do jogo - Gold Hoarders, Merchant Guild, e Order of Chaos -, mas a vossa reputação nestes círculos não irá afetar diretamente o poder da vossa personagem, apenas o nível de contratos que podem conseguir.

"Desde cedo que fizemos uma escolha consciente para não colocar barreiras que pudessem impedir os jogadores de jogarem juntos. Independentemente de terem 100 horas de jogo, ou uma, podem jogar Sea of Thieves juntos. Não criámos um jogo sobre estatísticas, mas sim sobre aventuras interessantes que possam partilhar com amigos".

Sea of Thieves vai pertencer ao programa Play Anywhere, o que significa que quem tiver uma cópia de Xbox One pode jogar no Windows 10, e vice-versa. É também um jogo de jogabilidade cruzada, que permitirá a jogadores das duas plataformas partilharem a experiência. A Rare assegurou-nos ainda que tudo fará para manter a experiência equilibrada nas duas plataformas, para que ninguém sinta ter vantagem por estar a jogar no PC, por exemplo.

A experiência semanal a médio prazo de Sea of Thieves também será pautada por eventos únicos. O Kraken, por exemplo, será um dos vários eventos que estarão disponíveis em momentos específicos. Esta besta marítima tem a capacidade para destruir embarcações, mas não será o único grande inimigo do jogo. Espalhados pelo mapa existe Fortes Caveira, bases de inimigos controlados pela inteligência artificial que estão recheados de tesouros. Derrubar estes fortes não será fácil, e os jogadores terão de cooperar entre si para conseguirem sair vitoriosos. Os espólios, claro, serão divididos entre todos os participantes.

A Rare também decidiu quebrar o molde em termos de personalização da personagem, optando por não incluir as tradicionais ferramentas de criação. Em vez disso os jogadores serão presenteados com um criador aleatório de piratas, cujas combinações são "infinitas", segundo a equipa. Esta decisão de design prende-se com um desejo de encorajar os jogadores a saírem da sua zona de conforto, e para experimentarem representar personagens diferentes das que normalmente criariam. Outro objetivo deste criador aleatório é o de permitir um grande número de personagens visualmente distintas.

Sea of Thieves será mais um serviço de médio e longo prazo do que um jogo narrativo com princípio, meio, e fim. Com isto vêm, infelizmente, as micro-transações. Segundo Neate, o conteúdo extra, como expansões, não serão cobrados aos jogadores. Em vez disso os jogadores podem comprar uma série de itens de personalização, mascotes, e outras opções semelhantes, mas nada disso terá impacto na progressão ou no poder dos jogadores. A Rare promete ainda não incluir Loot Boxes, ou seja, vão comprar itens específicos, e não caixotes com conteúdo aleatórios. "Queremos que os jogadores saibam sempre o que estão a comprar".

Há imenso tempo que Sea of Thieves parece ser o exclusivo mais interessante de Xbox One, e parece ser finalmente o projeto que irá dar aos jogadores a oportunidade de se aventurarem pelos mares como um pirata - tudo num universo partilhado e em constante evolução, ao contrário de Assassin's Creed IV: Black Flag que é uma experiência muito contida. O que vimos e jogámos até agora apenas serviu para alimentar ainda mais o nosso entusiasmo, e acreditamos que Sea of Thieves tem realmente grande potencial. Esperemos que a Rare esteja à altura destas expetativas, e sobretudo da tremenda ambição que têm para este projeto.

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